Kleina prefere nem pensar no futuro se Palmeiras for eliminado na Libertadores

Por Gazeta |

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Próximo adversário no torneio continental será o Tigre e o time paulista ainda depende apenas de si para ficar com uma vaga na próxima fase

Gazeta Press
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Como se entendesse um recado, Gilson Kleina reforçou o foco na Libertadores logo após ser mantido no cargo mesmo perdendo por 6 a 2 para o Mirassol. Para não perder jogadores importantes diante do Tigre, na terça-feira, o único titular garantido que começará o jogo deste sábado, contra o Linense, é Fernando Prass. Um esforço que o técnico nem cogita que possa ser em vão.

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O treinador já diz que, em caso de eliminação na fase de grupos do torneio continental, respeitará a decisão da diretoria sobre seu futuro. Mas prefere nem imaginar como seria lidar com o fracasso, embora os dirigentes sempre tenham colocado a Libertadores em segundo plano perante à disputa da Série B do Brasileiro, prioridade em 2013.

"Não sei mensurar e não vou cravar uma situação. Queremos fazer o Palmeiras muito forte e competitivo, mas às vezes escapa. Temos condições de passar de fase; se não acontecer, será uma grande perda e um desperdício, caberá aos superiores decidir. Mas vamos pensar em coisa boa e não sofrer antes do tempo", comentou Kleina, respirando fundo.

A situação do Verdão no torneio sul-americano não é confortável, mas o time ainda depende apenas de si. Só os dois primeiros colocados de cada chave avançam às oitavas de final e o Palmeiras está em terceiro no grupo 2 com três pontos em três jogos, assim como o Tigre. À frente dos dois, estão Libertad, com oito, e Sporting Cristal, com cinco. Ambos, porém, já jogaram quatro vezes.O Verdão tem três partidas para evitar a desclassificação, uma missão que se tornou mais importante para Kleina após a goleada em Mirassol. "Temos responsabilidade sempre. Depois de um resultado desses, aumenta muito mais. O futebol é um esporte coletivo, mas o comando tem uma parcela de culpa muito maior porque escala, define. Não podemos fugir disso", admitiu o treinador.

A esperança ainda está no voto de confiança dado pelo presidente Paulo Nobre e pelo diretor executivo José Carlos Brunoro, embora o clube não tenha dinheiro para arcar com os quase R$ 2 milhões necessários para dispensar o treinador com o pagamento de multa rescisória e salários atrasados.

"A nova diretoria enxerga tudo que está acontecendo: os desfalques, nossos problemas... Por mais que a equipe não esteja estruturada, não podemos tomar os gols que tomamos e ter as dificuldades que tivemos, mas acontece. Vamos continuar para atingirmos os nossos objetivos", discursou Kleina.

Pressionado, o técnico sabe que a situação piorará com um tropeço neste sábado, no Pacaembu, que pode complicar até a classificação às quartas de final do Paulista. "Desde o jogo contra o Santos, no domingo, falamos do Tigre, mas sempre passamos que nunca podemos descartar o Paulista, torneio que levamos muito a sério. Temos que somar pontos contra o Linense", cobrou.

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