Kleina: "Sou homem suficiente para sair, mas não abandono o barco"

Por Gazeta |

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Após derrota do Palmeiras por 6 a 2 para o Mirassol, treinador disse que não jogaria a toalha e que irá ficar no comando da equipe

Gazeta Press
Gilson Kleina ficou em situação delicada no Palmeiras após goleada para o Mirassol

Após perder por 6 a 2 para o Mirassol, Gilson Kleina disse que não jogaria a toalha jamais. Mas o técnico, menos de 48 horas depois, fez questão de dizer em sua entrevista coletiva nesta sexta-feira que não ficará no Palmeiras caso se sinta incapaz de comandar o time. Até agora, porém, não é essa a sua sensação.

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"Tivemos uma derrota vexatória, mas não é motivo de abandonar o barco. Se eu ver que em algum momento não tenho mais condições de passar confiança e energia, sou homem suficiente para dizer que não quero mais. Mas isso não passa pela minha cabeça", reforçou o treinador.

Kleina conta ter o apoio de sua família para continuar no cargo. E relembrou sua caminhada na carreira até o Verdão, o primeiro grande clube em que trabalha. Por isso, a goleada na quarta-feira não vai abalar seu objetivo ao trocar a Ponte Preta pelo Palestra Itália em setembro: se firmar entre os grandes.

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"Sabemos de onde viemos e onde queremos chegar. Foi difícil chegar a um grande clube, pegamos o Palmeiras com as coisas para encaixar e temos que nos superar. Problema tem em todos os clubes e ninguém aceita a forma como foi a derrota. Cada um reage de uma maneira, mas todos estão sentidos", comentou, com recado à torcida.

"Se eu não passar confiança, tenho que ir embora. Mas o torcedor tem que acreditar, estamos fazendo um trabalho árduo, passando confiança a todos. O que falta é conjunto, forma de jogar, mudar por circunstância. O que não deixamos é que o Palmeiras deixe de ser Palmeiras. Foi um acidente, o último jogo tira um pouco da confiança, mas o torcedor tem que acreditar", solicitou.

O treinador reforça o sentimento do elenco, que viajou de ônibus à capital logo após a derrota. "Você vem construindo e daqui a pouco tem um resultado vexatório. O peso é muito forte. Dormi muito pouco não por receio de ser demitido, mas pela nossa postura e como foi a derrota. Todos os jogadores estavam acordados, sentidos, conversando a noite toda no ônibus", lembrou.

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