Nobre relata vergonha ao saber da goleada pelo celular em aeroporto

Por Gazeta |

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Presidente foi descobrir a humilhante derrota do Palmeiras só na manhã desta quinta-feira, quando desembarcou em Guarulhos com a seleção brasileira

Gazeta Press
Paulo Nobre decidiu manter o técnico Gilson Kleina após goleada para o Mirassol

Torcedores já o xingavam antes de Paulo Nobre saber da goleada do Mirassol. O presidente foi descobrir a humilhante derrota do Palmeiras só na manhã desta quinta-feira, quando desembarcou em Guarulhos de sua viagem pela Europa. E não escondeu sua vergonha.

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"Quando vi meu celular de manhã no aeroporto e soube do resultado, fiquei envergonhado como torcedor", contou o dirigente, que chefiou a delegação da Seleção Brasileira em amistosos na Suíça e na Inglaterra e aproveitou para passar por Lisboa, onde trocou camisas com o presidente do Benfica nessa quarta-feira.

Na noite que passou viajando, o mandatário não imaginava o que tinha ocorrido no interior. E entende os protestos. "Todos os palmeirenses, torcedores e jogadores, estão envergonhados. É absolutamente normal a torcida estar chateada, decepcionada, envergonhada e se manifestar contrária ao time. É natural."

O controle de Nobre como torcedor, porém, é uma de suas prioridades. Tanto que, quando José Carlos Brunoro falou sobre o assunto na entrevista coletiva, o presidente balançou a cabeça positivamente para mostrar sua concordância. "A torcida tem um lado emocional que temos que respeitar totalmente. Mas quem dirige tem que ter a frieza de saber o que o clube tem de realidade e o que pode oferecer", disse Brunoro.

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"Perder de seis é horrível, estamos sem dormir, mas já aconteceu na história do Palmeiras e de outros times. A única maneira de contentar a torcida em relação a técnico e jogadores é ter resultado. Queremos dar condições a eles de trabalhar e apresentar resultado", prosseguiu o diretor executivo.

É pensando nisso que Nobre contém suas opiniões, algo que ele fazia mesmo antes de se tornar presidente, preservando sua condição de conselheiro do clube. Para demonstrar serenidade, lembra que em 2003, ano da primeira passagem do time pela Série B, o Verdão perdeu por 7 a 2 para o Vitória no Palestra Itália, pela Copa do Brasil.

"Estar na segunda divisão é uma coisa que não é natural para um clube como o Palmeiras. Já aconteceu na outra vez que caiu de tomar de sete em casa na Copa do Brasil. São coisas que acontecem. Não acho que este é o pior momento da história do clube", opinou.

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