No STJD, Leão e Antônio Lopes negam propina por convocação de Leomar

Por Gazeta | - Atualizada às

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Durante o depoimento nesta quinta-feira, responsáveis pela seleção brasileira de 2001 se mostraram surpresos com a denúncia do presidente do Sport

Reprodução
Leomar foi convocado por Leão em 2001

Em audiência realizada nesta quinta no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, Emerson Leão e Antônio Lopes negaram  que o ex-volante Leomar tenha sido convocado para a seleção brasileira, em 2001, mediante o pagamento de uma quantia em dinheiro. O caso veio a público há duas semanas, quando o presidente do Sport, Luciano Bivar, afirmou que havia pago propina para que o ex-jogador rubro-negro defendesse a seleção - então treinada por Leão, enquanto Antônio Lopes ocupava o cargo de coordenador.

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"Fiquei bastante surpreso com tudo isso. Entendo que isso não poderia acontecer. Não existe e nunca existiu tal situação. Depois vimos e ouvimos apor meio da imprensa que o Bivar voltou atrás em tudo o que falou, que não havia denuncia. Tinha apenas um 'promotor' que buscava convocações, e o Bivar disse que não lembrava nem o nome da pessoa. (...) Ainda bem que está sendo tudo esclarecido, não havia nada de obscuro. Estou aqui para tirar qualquer dúvida", disse Antônio Lopes.

Já Leão citou em sua defesa o depoimento dado por Bivar na última terça-feira. Na ocasião, o dirigente negou a existência da propina e afirmou que havia apenas contratado um lobista com trânsito na comissão técnica, para que eles tomassem conhecimento de Leomar.

Veja também: Presidente do Sport recua e ao STJD nega propina para levar Leomar à seleção

"O presidente do Sport deu seu testemunho em Goiânia, e ele disse que foi tudo um mal entendido e que eu não tinha nada a ver com isso. Ele contratou uma pessoa para levar o nome do atleta à Seleção. E isso é permitido pela lei: é o marqueteiro, o assessor de imprensa. Ele se expressou mal pelo o que disse, foi extremamente infeliz nas declarações, até me ligou", afirmou. "Fico feliz por tudo estar sendo esclarecido. Vamos até o final e melhorar o padrão (do futebol), que tem afundado. Estão jogando uma lama mal cheirosa. Se você não é do ramo, não se enfie no meio", finalizou.

O auditor Miguel Cançado, responsável pelo caso, tem mais uma semana para decidir pelo arquivamento da investigação ou pela criação de uma denúncia, mas afirmou que pretende dar "uma resposta à sociedade o quanto antes".

Leia também: Após polêmica de Bivar sobre Leomar, Romário fala em "cartel na seleção"

A polêmica envolvendo a convocação de Leomar teve início quando Bivar afirmou, em entrevista à Rádio Transamérica de Recife, que havia "empurrado" o ex-atleta para a seleção. Na ocasião, o dirigente disse ainda que não iria revelar o nome do intermediário da negociação, para "não revirar defunto". No mesmo dia, o presidente rubro-negro corrigiu as próprias declarações, garantindo apenas que havia contratado o lobista, sem o pagamento de qualquer tipo de propina. Leão, Antonio Lopes e o próprio Leomar também vieram a público para negar a história. Mesmo assim, o nome do lobista acabou não sendo revelado.

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