Apesar da sua ajuda mostrada em números, o atleta tem sido cobrado pelos torcedores

Wesley quase não atuou em 2012, seu primeiro ano no Palmeiras, por uma cirurgia no joelho direito, mas já acumula 22 partidas pelo clube. Sem nenhum gol. Algo, porém, que não o incomoda. O jogador prefere lembrar que é meio-campista, escalado a contragosto na armação, e mesmo assim com participação em seis gols do time só nesta temporada.

Wesley, meia do Palmeiras
Gazeta Press
Wesley, meia do Palmeiras

"Minha função é outra", minimizou. "O gol é um momento mágico não só para o atacante. É o momento no qual se pega muito mais confiança, deixa o cara tranquilo e feliz para render mais. Fazer gol é sempre bom. Mas estamos aí para o que der e vier, o importante são os três pontos", ratificou.

Apesar da sua ajuda mostrada em números, Wesley tem sido cobrado pelos torcedores, principalmente por lances nos quais trocou passes para colegas em melhores condições por chutes que não balançaram as redes. O jogador se irrita com as críticas.

"Tem muita gente falando de forma equivocada. Meu futebol está começando a aparecer, e sou um cara que me cobro bastante, mas também trabalho e fico focado. O futuro a Deus pertence e tenho muito a crescer ainda", falou.

Apesar dos insultos, a seca de gols não gera incômodo pelo que é possível se constatar nas palavras de Wesley. "Isso não me atrapalha. As coisas acontecem na hora certa, estou muito tranquilo. O importante é a equipe sempre sair com resultados positivos, independentemente de quem faz o gol."

Em relação a quem joga na frente e tem desagradado, como Kleber e Vinicius, o pedido do meio-campista é que eles continuem se empenhando de forma coletiva. "Atacante vive de gol, e o gol dos atacantes vai sair na hora certa. O importante é todos voltarem atrás da linha da bola quando a perdermos", comentou.

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