Atacante contratado junto ao Omiya Ardija, do Japão, marcou o seu primeiro gol pelo Botafogo neste sábado, diante do Quissamã

Rafael Marques, atacante do Botafogo
Fernando Souza / Agência O Dia
Rafael Marques, atacante do Botafogo

Sem marcar um único gol desde o dia 21 de abril de 2012, quando ainda vestia a camisa do Omiya Ardija, do Japão, o atacante Rafael Marques não deixou a marca atingir um ano e anotou pela primeira vez com a camisa do Botafogo neste sábado, na goleada por 4 a 0 diante do Quissamã, pela abertura da Taça Rio. Em sua 21ª partida pelo clube carioca, a "uruca" saiu após passe de Gabriel, aos 36 minutos do segundo tempo.

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"Deixei a bola para o Rafael marcar o gol e tirar essa má fase. Ele foi o cara do jogo. O Rafa é um cara muito batalhador, humilde, fico feliz de dar esse espaço para ele, que agora vai ser apoiado da torcida do começo ao fim", vislumbrou Gabriel, autor de um gol e uma assistência, justamente para o gol do contestado atacante. Rafael Marques, inclusive, deu dois passes para gols na construção da goleada do Botafogo.

Rafael Marques chegou ao Botafogo em julho de 2012 para ocupar a função de goleador após a saída de Loco Abreu, desafeto do técnico Oswaldo de Oliveira. Como primeiro reforço contratado após a vinda de Seedorf, o atacante de 29 anos enfrentou duras críticas nos últimos meses, assim como Oswaldo, que insistia em sua escalação. Acionado em 20 partidas, não conseguiu marcar até este sábado, quando a marca de 800 minutos sem fazer gol foi encerrada.

"Espero que tenha saído a uruca. Eu estava trabalhando quietinho, no meu lugar. Quem acredita em Deus sabe que ele não falha nunca. Quem me acompanha desde o começo sabe o quanto venho sofrendo para buscar esse primeiro gol. Mas o importante era jogar bem, ajudar a equipe, e foi o que aconteceu antes, com duas assistências. O gol é consequência disso, era só ter paciência. Estou feliz com a vitória, vou manter os pés no chão. A equipe merece muito a vitória", garantiu Rafael Marques, antes de encher o grupo de elogios.

"É difícil falar do sentimento de ficar 20 jogos sem marcar. Mas eu nunca desanimei, procurei me esforçar bastante, porque sabia que o momento ia chegar. O grupo confia muito em mim, o Oswaldo, principalmente, deu muito a cara para bater. As coisas aconteceram quando tiveram que acontecer", encerrou, satisfeito por finalmente ter encerrado a marca negativa.

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