Sem "caçar culpados", Kleina diz que fez sua parte contra o sofrimento

Por Gazeta |

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"Ainda não temos uma equipe ideal e sabemos que vamos tropeçar", avisou o técnico do Palmeiras após a vitória diante do Paulista

Gazeta Press
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Muitos torcedores deixaram o Pacaembu concentrando sua irritação em Gilson Kleina, até pedindo sua demissão. Pouco após ouvir gritos como "volta para a Ponte Preta", o técnico lavou suas mãos. Ressaltou que colocou Leandro para forçar o Palmeiras a jogar pelas laterais, mas os jogadores centralizaram o jogo e, por isso, a vitória sobre o Paulista foi sofrida mesmo com dois jogadores a mais.

"Caímos na armadilha de, com dois a mais, querer pressionar de qualquer maneira, por dentro. Não tem o que forçar depois da expulsão. Só podíamos tomar gol de contra-ataque ou bola parada e isso quase aconteceu", relatou o treinador, desconversando ao ser questionado sobre responsabilidades pela atuação.

"Não estou aqui para achar culpado, mas muitas vezes se paga o preço por estrear jogadores já no meio do campeonato. Ainda não temos uma equipe ideal e sabemos que vamos tropeçar", disse, sem esconder, porém, a frustração. "A equipe achou que tinha de fazer o terceiro gol e golear, mas não é assim", reclamou.

"Colocamos jogadores para jogarmos pelos lados. Fiquei feliz pelo resultado, mas também temos de aprender a lição por causa dessa vitória. Se não fizermos o terceiro gol, não podíamos tomar contra-ataque. Precisamos ter essa tranquilidade para fazer essa jogada pelos flancos", prosseguiu Kleina.

Logo no início da partida, Maurício Ramos fez de cabeça o primeiro gol do Palmeiras. Foto: Miguel Schincariol/Gazeta PressO atacante Kleber sofreu com a marcação do time de Jundiaí. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressO meia Valdívia se movimentou bastante no primeiro tempo entre Palmeiras e Paulista. Foto: Miguel Schincariol/Gazeta PressPatrick Vieira disputa pelo alto com zagueiro do Paulista. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressVilson sai para festejar o segundo gol do Palmeiras no Pacaembu. Foto: Miguel Schincariol/Gazeta Press

Apesar do discurso do técnico, Leandro, que entrou no lugar de Valdivia, foi o único jogador ofensivo a sair do banco nesta quinta-feira. No intervalo, com o temor da expulsão de Marcelo Oliveira, o trocou por Juninho. E no segundo tempo, logo após o Paulista ter o segundo atleta expulso, trocou o zagueiro Mauricio Ramos pelo volante Léo Gago, recuando Vilson para a defesa.

"A nossa bola começou a bater e voltar, não tínhamos essa transição para trabalhar a bola no ataque. Deixamos de fazer isso principalmente depois do gol. Perdemos uma bola no lado direito, paramos para pedir o impedimento... Temos de corrigir essa situação", apontou.

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