São Paulo perde para Arsenal e se vê ainda mais pressionado

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Time do Morumbi fica estacionado nos quatro pontos e agora divide a segunda colocação do Grupo 3 com os argentinos. Resultado classifica o Atlético-MG

Alberto Murray/AP
Osvaldo tenta roubar a bola de jogador do Arsenal

Um gol aos 39 minutos do segundo tempo definiu a derrota do São Paulo na Argentina para o Arsenal de Sarandi nesta quinta-feira por 1 a 0. Depois de um primeiro tempo sem gols, o time da casa saiu na frente aos 20 minutos da etapa complementar com Jorge Ortiz. O empate veio sete minutos depois, com Aloisio. Mas Braghieri acertou um chute no canto esquerdo baixo de Rogério Ceni e definiu o triunfo dos mandantes.

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O resultado complica a situação do São Paulo na Libertadores. O time agora divide a segunda colocação do Grupo 3 com o próprio Arsenal, ambos com quatro pontos. Nos dois jogos restantes, vai enfrentar o The Strongest na altitude de 3.600m de La Paz e, na última rodada, receberá dentro de casa o Atlético-MG, que já garantiu o primeiro lugar da chave com o resultado desta quinta.

Pela competição continental, o time brasileiro só volta a campo em 2 de abril, quando visitará o The Strongest. Antes disso, a prioridade volta a ser o Campeonato Paulista, No domingo, o adversário será o Oeste, no Morumbi.

Veja fotos dos jogos desta quinta-feira pela Libertadores

Osvaldo parte para cima da marcação argentina em ataque do São Paulo. Foto: Alberto Murray/APOsvaldo tenta roubar a bola de jogador do Arsenal. Foto: Alberto Murray/APDouglas tenta proteger a bola do adversário. Foto: Alberto Murray/APAloisio acerta cabeceio para marcar gol do São Paulo. Foto: Alberto Murray/APJogadores do Arsenal comemoram gol no fim que definiu a vitória do time sobre o São Paulo. Foto: Alberto Murray/APO ex-corintiano Martinez parte com a bola dominada em ataque do Boca. Foto: Matilde Campodonico/APRiquelme é abraçado após marcar gol da vitória do Boca. Foto: Matilde Campodonico/APCarlos Saucedo comemora gol do San Jose contra o Millonarios. Foto: Juan Karita/APFredy Montero lamenta chance desperdiçada pelo Millonarios contra o San Jose. Foto: Juan Karita/AP

O jogo

Como não podia contar com Wellington nem Luis Fabiano, suspensos, Ney Franco usou o início da semana para testar uma nova formação, escondida por treinos fechados e revelada a menos de uma hora da partida. Nada de Paulo Henrique Ganso ou Cañete. O treinador surpreendeu e promoveu a entrada de Edson Silva, escalando três zagueiros pela primeira vez no ano.

Na teoria, o desenho tático visava oferecer menos risco a Rogério Ceni. Mas não foi bem isso o que aconteceu. Não no começo do jogo. No primeiro minuto, uma falta cobrada da meia direita venceu a primeira linha de marcação da defesa e sobrou para Benedetto. Autor do gol do empate da semana passada, o atacante chutou na rede, pelo lado de fora, e assustou a retaguarda são-paulina.

Quatro minutos mais tarde, em novo levantamento para a área, desta vez pelo lado esquerdo do ataque, Rafael Toloi tentou o corte e furou. A bola ficou com Furch a dois metros da pequena área. Completamente livre de marcação, o atacante chutou por cima do travessão e desperdiçou uma grande oportunidade de abrir o placar em Sarandí.

Jogando com apenas dois atacantes, o São Paulo conseguiu responder aos nove minutos. Osvaldo dominou cruzamento rasteiro de Douglas e chutou torto. Bem colocado no meio da área, Aloísio esticou o joelho para desviar o arremate e só não balançou a rede porque Campestrini, já caindo, deu um tapa providencial na bola, com a mão esquerda, em cima da linha.

Ceni também precisou trabalhar na sequência. Em rápida chegada de Carbonero pelo bico direito da área, o goleiro diminuiu o espaço do meia colombiano, que tentou encobri-lo e acertou seu rosto. Foi essa a última chance evidente de gol no primeiro tempo. Até porque a zaga são-paulina passou a atuar com mais segurança, ao mesmo tempo em que, do outro lado, Campestrini tinha uma boa atuação.

O goleiro manteve o ótimo nível no segundo tempo. Aos sete minutos, caiu no canto direito para espalmar para escanteio um chute rasteiro de Osvaldo. Cinco minutos depois, saltou para defender parcialmente arremate de Aloísio. Na sobra, esticou o braço direito e evitou à queima-roupa que Jadson conseguisse vazá-lo.

No meio tempo entre as grandes defesas de Campestrini, Ney Franco chamou Paulo Henrique Ganso e Maicon. Se no domingo deixou Ganso insatisfeito ao tirá-lo de campo no clássico, desta vez quem não gostou foi Lúcio, sacado para a entrada de Maicon. O zagueiro chegou a se sentar no banco de reservas para arriar a meia, mas logo em seguida desceu para o vestiário.

De lá, ele não pôde ver o Arsenal abrir o placar. Aos 20 minutos, Ceni não conseguiu defender um forte de chute de Aguirre, pelo lado esquerdo da área. Gol que levantou a torcida argentina e pressionou Ney Franco a mexer mais uma vez na equipe. O treinador chamou Wallyson, mas desistiu da substituição porque Aloísio, aos 26 minutos, usou rebote de seu próprio chute para, de cabeça, enfim vazar Campestrini para igualar o marcador.

Para o Arsenal, o empate era praticamente a desclassificação. Mas, aos 39 minutos, Braghieri renovou a esperança argentina. Ele pegou sobra da entrada da área e, de primeira, acertou o canto esquerdo baixo de Ceni. A bola ainda tocou a trave antes de balançar a rede, decretar a vitória do Arsenal e definitivamente implantar uma crise no São Paulo.

FICHA TÉCNICA - ARSENAL-ARG 2 X 1 SÃO PAULO
Local:
Estádio Julio Grondona, em Sarandí (Argentina)
Data: 14 de março de 2013 (quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Omar Ponce (EQU)
Assistentes: Luis Alvarado (EQU) e Byron Romero (EQU)
Cartões amarelos: Jadson e Douglas (São Paulo)

Gols
ARSENAL:
Ortíz, aos 20, e Braghieri, aos 39 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Aloísio, aos 26 minutos do segundo tempo

ARSENAL: Campestrini; Gerlo (Torres), López, Braghieri e Pérez; Marcone, Carbonero, Ortíz e Rolle (Aguirre); Benedetto e Furch
Técnico: Gustavo Alfaro

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Lúcio (Ganso), Rafael Toloi e Edson Silva; Douglas, Rodrigo Caio, Denilson (Wallyson), Jadson e Douglas (Maicon); Osvaldo e Aloísio
Técnico: Ney Franco

*Com Gazeta

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