Kleina confia em Kleber e agora vê Wesley como volante, mas no banco

Por iG São Paulo |

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Técnico elogiou o novo atacante da equipe, que ainda não teve boas atuações pelo Palmeiras, sem marcar gols até aqui

Entre a saída de Barcos e a espera para Kleber se recuperar de lesão, Gilson Kleina apostou em um esquema com meio-campista se revezando sem nenhuma referência na frente. Na formação, Wesley era fundamental, mas sempre disse que preferia jogar de volante. Hoje, o técnico concorda deixando-o na reserva. E dá força ao centroavante Kleber, apesar de suas más atuações.

Divulgação/Palmeiras
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

"Até o momento, temos plena confiança no Kleber", indicou Kleina, que nesta quinta-feira, contra o Paulista, usará um 4-2-3-1 como fazia com Barcos no início do ano, mas garante que pode mudar de opção. E conversa com o atual camisa 9 sobre o lance que o marcou, quando preferiu exagerar nos dribles e perder gol segundos antes de o Tigre definir a derrota do Palmeiras na semana passada.

"Conversamos com ele numa boa. Com certeza, jogando com mais ritmo, ele faria com naturalidade por ter recurso, mas a intenção era resolver a jogada. Acarretou um peso maior a ele, mas não vamos penalizá-lo. Pelo contrário, vamos dizer que ele tem que ter ousadia e coragem de novo porque a bola vai começar a entrar", apostou o treinador.

Se Kleber já recebe críticas por falhas de domínio e até a insistência em tentar um gol de bicicleta - fez isso em seus três jogos pelo clube -, Wesley era intensamente questionado pela torcida por prender demais a bola. Seu argumento era de que não tinha características de meia, posição em que era escalado. Kleina, enfim, entendeu o recado. E agora prefere escalar o zagueiro Vilson e Márcio Araújo como volantes, deixando Wesley no banco.

"Vejo o Wesley com bons olhos vindo de trás porque tem dinâmica, passe e boa visão. Não tem cacoete nenhum para jogar de costas", disse o técnico, reiterando, porém, que o camisa 11, contratado por R$ 14,5 milhões há um ano, segue na reserva. "O Wesley tem a nossa confiança e sabe disso. tecnicamente alguns têm uma queda e outros se sobressaem. Acontece. Então, você fica dois, três jogos fora."

Sem Wesley e com Kleber, a esperança é de que os gols voltem a aparecer, já que o time passou em branco nos três últimos jogos. E as redes nem precisam ser balançadas por atacantes. "A vitória tem que ser do Palmeiras. Se tiver que continuar fazendo gol quem não é do ataque, o importante é vencer", ressaltou Kleina, pedindo mais calma do que treino nas finalizações.

"Estamos trabalhando nesse fundamento quando dá. Os atacantes estão fazendo a parte deles, não posso colocar a responsabilidade no setor. Tivemos chances claras para definir o jogo. Está passando mais por ansiedade e nervosismo do que por não fazer o trabalho. Logo o ataque se encaixa", projetou.

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