Jadson cresce com chegada de Ganso e vive fase goleadora no São Paulo

Por Pedro Taveira - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Meia vem mostrando um ótimo aproveitamento ofensivo após a saída de Lucas. Neste ano, marcou o mesmo número de gols do que Luís Fabiano

Marcelo Ferrelli/ Gazeta Press
Jadson vibra com seu gol marcado diante do Arsenal, no Pacaembu

De rei das assistências a artilheiro. Esta é a fase vivida por Jadson no São Paulo. Contratado no ano passado para suprir uma antiga ausência no meio de campo do clube paulista, desde que Danilo deixou o time, o camisa 10 assumiu maior responsabilidade após a saída de Lucas e a chegada de Ganso. E o resultado positivo é nítido.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Sem a parceria de Lucas, vendido ao Paris Saint-Germain, Jadson já marcou sete gols em 12 partidas até aqui nesta temporada. Luís Fabiano, que tem por função ser o principal goleador tricolor, tem os mesmos sete. Osvaldo, outro atacante titular, tem cinco. Em 2012, por outro lado, o meia disputou 69 jogos e deixou sua marca somente dez vezes.

"Minha característica sempre foi de dar assistência, mas neste ano também estou ajudando com gols. O importante mesmo é nossa equipe continuar ganhando”, falou o jogador. Foram 17 passes para gol no ano passado. Neste, já são quatro.

A excelente fase passa diretamente por Ney Franco. Apesar de ter feito boas partidas sob o comando de Emerson Leão no primeiro semestre de 2012, foi somente após a contratação do atual técnico que Jadson passou a atuar mais na região central do campo, e não tão aberto.

Veja também: São Paulo se apega à liderança do Paulistão para negar atual má fase

Para este ano, porém, foi a chegada de outro meia que fez com que o camisa 10 se tornasse unanimidade. Mesmo sem querer, Paulo Henrique Ganso colaborou. Isso porque a presença do ex-santista fez com que Jadson pegasse forte nos treinos de pré-temporada.

Gazeta Press
Jadson comemorando gols. Cena comum em 2013

“Trabalhei sério e firme na pré-temporada. Sabia que tinha que fazer bons jogos para me firmar na equipe”, disse Jadson, que, no entanto, entende ser possível dividir espaço com o “rival” dentro de campo.

“A gente tem a característica de jogar com três atacantes, mas vamos ver como será no futuro. Depende muito do entrosamento da equipe. Quando tem os dois em campo, temos boa posse de bola e trocamos muitos passes. Não tem problema nenhum jogarmos juntos”, completou o meia.

São-paulino destoa de camisas 10 paulistas

Ao contrário das outras grandes equipes paulistas, Jadson é o camisa 10 que está em bom momento. Hoje indiscutível no time titular do São Paulo, o meia vê seus companheiros de Corinthians, Palmeiras e Santos viverem fases conturbadas.

O palmeirense Valdivia se envolveu na semana passada em nova polêmica com a torcida Mancha Alviverde. O atleta era o principal de membros da organizada em briga ocorrida no aeroporto de Buenos Aires depois de derrota para o Tigre na Libertadores.

Leia também: Denílson treina novamente e, sem dores, viaja para encarar o Arsenal

O chileno, que falou em entrevista coletiva que não pretende deixar o clube do Palestra Itália, fez diante do São Paulo, no último domingo, seu melhor jogo neste ano. Mas, desde sua volta ao Palmeiras, em 2010, foram 89 partidas e somente dez gols marcados.

No Santos, 60% dos direitos econômicos de Montillo custaram cerca de R$ 16 milhões. Mas foi somente no final de semana passado que o substituto de Ganso começou a justificar o investimento. O argentino fez seu primeiro gol pelo clube na vitória por 2 a 1 em cima do Atlético Sorocaba.

Pelo lado do Corinthians, Douglas é o 10 e até que vem atuando com frequência nesta temporada, mas raramente entre os titulares. Camisa 20 por mera formalidade de numeração fixa, Danilo é o preferido do técnico Tite.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas