"Continuo trabalhando e treinando forte para, quando entrar, estar preparado", disse o meia

Ney Franco, pelo visto, não considerou excessiva a demonstração de insatisfação de Paulo Henrique Ganso no clássico contra o Palmeiras. O treinador havia dito no domingo que veria o jogo pela televisão e procuraria o jogador caso entendesse que ele "passou do ponto". Contudo, essa conversa não existiu.

Ganso, meia do São Paulo
Gazeta Press
Ganso, meia do São Paulo

"Não tive conversa nenhuma. Continuo trabalhando e treinando forte para, quando entrar, estar preparado", disse o jogador, enquanto caminhava de óculos de sol pelo saguão do Aeroporto de Guarulhos, na manhã desta quarta-feira, antes de viajar à Argentina, onde o São Paulo encara o Arsenal.

Sacado aos seis minutos do segundo tempo do jogo de domingo para a entrada de Jadson, Ganso falou palavrões perto da comissão técnica, atirou um copo d'água ao chão e reforçou seu descontentamento em entrevista na saída de campo.

Desta vez, a resposta do treinador que já peitou em público o capitão Rogério Ceni e o vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes foi não alimentar polêmica antes de um jogo decisivo, inclusive para sua sequência no clube - uma eventual derrota pode derrubar a equipe da segunda colocação do grupo 3 da Libertadores.

Com dúvidas no time em função das suspensões do volante Wellington e do atacante Luis Fabiano, Ney Franco também optou por fechar a parte tática dos treinamentos de segunda e terça-feira. Questionado se esteve entre os titulares nestas atividades comandadas pelo treinador, Ganso desconversou.

O camisa 8, porém, falou minimamente sobre o que foi trabalhado. "A gente já conhece bem a equipe deles. Trabalhamos bem a parte defensiva e ofensiva para encaixar bem e não sofrer tanto lá na Argentina", limitou-se a contar o insatisfeito reserva.

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