Ex-presidente do Corinthians acredita que uma punição mais severa poderia servir de exemplo para mudar a conduta nos jogos da Libertadores

Andrés Sanchez não concorda, mas acha que punição ao Corinthians poderia servir de exemplo
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Andrés Sanchez não concorda, mas acha que punição ao Corinthians poderia servir de exemplo

Tradicional representante do Corinthians nos holofotes, Andrés Sanchez também falou sobre o a morte do garoto boliviano no jogo entre Corinthians e San José, na Bolívia, pela Libertadores. Neste domingo, no programa Mesa Redonda , da TV Gazeta , o ex-presidente do clube de Parque São Jorge criticou a punição sofrida pelo Corinthians, em que foi obrigado a jogar contra o colombiano Millonarios, no Pacaembu, com os portões fechados.

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"O que fizeram com o Corinthians é um absurdo, porque todo mundo do Corinthians se sentia um assassino. Nos três dias após o fato, ficou uma coisa terrível, porque o Corinthians era culpado de tudo". Andrés ainda completou alegando que uma pessoa não pode representar a torcida corintiana. "Se a torcida do Corinthians arrumasse uma briga, eu entendo que poderia ser corresponsável. Agora, foi um cidadão".

Por outro lado, o ex-presidente do Corinthians acredita que uma punição mais severa poderia servir de exemplo para mudar a conduta nos jogos da Libertadores, que vêm apresentando rotineiras falhas de segurança nos estádios. "Acho que o Corinthians não tinha que ser punido, mas ao mesmo tempo poderia ser excluído da competição para servir de exemplo, já que tinha que ter um bode expiatório, poderia ser o Corinthians".

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Após o incidente, um membro da Gaviões da Fiel assumiu a autoria do disparo que causou a morte do garoto de 14 anos. Questionado sobre a relação entre o Corinthians e suas torcidas organizadas, Andrés Sanchez afirmou que o clube não oferece benefícios especiais aos membros. "O Corinthians não ajudou e não ajuda, em nada, as torcidas. Na minha época, o Corinthians dava ônibus quando ia jogar em Goiânia e lugares mais longe, mas só isso".

Visita do deputado
A morte do garoto Kevin gerou a prisão de 12 corintianos supostamente envolvidos no caso. Nesta semana, o deputado federal Walter Feldman (PSDB), integrante da CPI do Trabalho Escravo, viajou ao país vizinho e visitou os torcedores, buscando a liberação diante das autoridades bolivianas.

Andrés Sanchez acredita que o deputado cumpriu com a sua função e não vê nenhuma anormalidade nessa viagem. "Ele foi fazer uma visita como cidadão para ver como está a situação dos prisioneiros. Acho que é normal. O Governo tem que tomar uma atitude para ajudar os brasileiros pelo mundo inteiro".

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