Na chegada da delegação ao Morumbi, neste domingo, José Carlos Brunoro, diretor executivo de futebol, lamentou o ato e a onda de violência no futebol

"Se não ganha (sic) vai apanhar". A frase, pintada em verde no muro do Palestra Itália, neste domingo, é mais uma ameaça aos jogadores do Palmeiras, que às 16 horas enfrentam o São Paulo, no Morumbi, dias depois de terem sido intimidados por torcedores em Buenos Aires, após a derrota de quarta-feira para o Tigre.

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No dia seguinte ao tropeço pela Libertadores, membros da torcida organizada Mancha Alviverde tentaram agredir o meia Valdivia, que havia feito um gesto obsceno em direção a um deles antes da partida. Uma xícara arremessada acertou Fernando Prass, e o goleiro precisou levar ponto na cabeça para conter sangramento.

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A atitude foi condenada pelo presidente do clube, Paulo Nobre. O dirigente cobrou punição ao agressor do jogador e avisou que, a partir daquele momento, o Palmeiras rompia qualquer relação com a organizada, deixando de lhe oferecer antigas regalias.

Valdivia também falou. Justificou que o gesto obsceno havia sido uma resposta direcionada a um único torcedor, apelidado de Zeca Urubu, que o ofendeu durante o aquecimento. Não é de hoje que o chileno é alvo de críticas da Mancha, sob a alegação de que o meia exagera nas noitadas.

Na chegada da delegação palmeirense ao Morumbi, neste domingo, José Carlos Brunoro, diretor executivo de futebol, lamentou o ato e a onda de violência no futebol. "A agressão só não foi pior por causa da ação rápida dos seguranças. Foi bem pesado. Jogaram porcelana, imagine se pega na vista", falou, cobrando envolvimento da sociedade em busca de uma solução para o problema.

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