Botafogo supera o Vasco e é campeão da Taça Guanabara

Por O Dia | - Atualizada às

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Gol da vitória por 1 a 0 é marcado no segundo tempo pelo lateral-direito Lucas. Resultado coloca time de Oswaldo de Oliveira na final do Campeonato Carioca

A insistência do Botafogo foi recompensada. O time comandado por Oswaldo de Oliveira conseguiu furar o bloqueio do Vasco, que tinha a vantagem de empatar, e venceu o rival neste domingo, no Engenhão, por 1 e 0. Com o resultado, faturou o título da Taça Guanabara. O herói da tarde foi o lateral-direito Lucas, autor do gol da vitória.

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FERNANDO SOUTELLO / Agif/Gazeta Press
Jogadores do Botafogo erguem o troféu da conquista da Taça Guanabara

O Botafogo conquista a Taça Guanabara pela sétima vez na história e garante vaga na final do Carioca. Se vencer a Taça Rio, segundo turno, assegura antecipadamente o título estadual.

A vitória deste domingo é um prêmio à liderança de Seedorf, maestro do Botafogo. E também ao time que desde o começo, até por necessidade, foi buscar o ataque.

A tática de se defender do Vasco ruiu no fim do segundo tempo. O clube de São Januário tinha a vantagem do empate por ter tido melhor campanha na primeira fase. Recuado, o time não encaixou os contra-ataques. O castigo foi duro para um clube em reconstrução.

O jogo

O primeiro tempo foi truncado, de muita marcação e de faltas. Com a vantagem de poder empatar, a tática do Vasco era clara: esperar o rival e apostar nos contra-ataques. O Botafogo tinha maior posse de bola, mas esbarra no bloqueio vascaíno. O jeito foi explorar as bolas paradas, mas não surtiu efeito.

FERNANDO SOUTELLO / Agif/Gazeta Press
Seedorf, do Botafogo, e Dedé, do Vasco, na final da Taça Guanabara

O Vasco quase abriu o placar em jogada pela direita, na primeira chance de gol do jogo. Lançado pela ponta, Eder Luis cruzou para Carlos Alberto, que, na pequena área, conseguiu mandar para fora. A resposta veio em falta cobrada por Lodeiro, que Alessandro espalmou. O jogo era amarrado. O Botafogo, enfim, conseguiu furar o bloqueio vascaíno com toque de bola. Fellype Gabriel invadiu a área, mas chutou para fora. Depois, Lodeiro testou Alessandro em nova cobrança de falta, mas o placar permaneceu inalterado.

O Botafogo voltou para o segundo tempo mais ofensivo, com Vitinho no lugar de Marcelo Mattos. Fellype Gabriel foi recuado para atuar como volante. A primeira boa chance aconteceu em cobrança de falta, quando Bolívar apareceu livre e obrigou Alessandro a salvar. Porém, o zagueiro estava impedido e o lance foi invalidado.

O Fogão partiu para o ataque. Lodeiro apareceu como centroavante, mas Alessandro agiu como zagueiro e cortou a bola com pé. O Botafogo reclamou de pênalti, mas o goleiro tocou na bola e depois trombou com uruguaio. A arbitragem deixou o jogo seguir. Oswaldo de Oliveira fez mais uma mudança: Bruno Mendes entrou no lugar de Rafael Marques.

O Vasco não conseguia encaixar o contra-ataque. Bernardo fez fila e tocou para Carlos Alberto, mas o meia demorou e a jogada não prosseguiu. O lance gerou um desentendimento entre os jogadores vascaínos. Gaúcho fez a primeira substituição no Gigante. Thiago Feltri saiu para a entrada de Fellipe Bastos. Wendel foi deslocado para a lateral esquerda.

O tempo era aliado do Vasco, que por pouco não abriu o placar. Eder Luis cruzou, e Carlos Alberto emendou de voleio. Jefferson salvou e mandou para escanteio.

A insistência do Botafogo enfim foi recompensada. Aos 35 minutos, após blitz, a zaga do Vasco não conseguiu cortar cruzamento. A bola sobrou para Bolívar na área. O zagueiro rolou para Lucas. De primeira, o lateral-direito chutou no canto esquerdo de Alessandro: 1 a 0.

O Vasco chegou a balançar a rede. Fellipe Bastos cobrou falta, Jefferson deu rebote, e Renato Silva marcou, mas o gol foi anulado corretamente. O zagueiro estava impedido. Em busca do empate, Gaúcho lançou a dupla fez diferança na semifinal contra o Fluminense: Dakson e Romário. Saíram Bernardo e Wendel.

Foi a vez de Oswaldo reforçar a marcação. Ele colocou André Bahia no lugar de Lodeiro. O Botafogo ainda levou um susto no fim, mas Jefferson defendeu falta cobrada por Fellipe Bastos e assegurou a conquista da sétima Taça Guanabara de sua história.

WAGNER MEIER / Agif/Gazeta Press
Seedorf comemora a conquista da Taça Guanabara pelo Botafogo após vitória sobre o Vasco

FICHA TÉCNICA - VASCO 0 X 1 BOTAFOGO
Local:
Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 10 de março de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Magalhães (RJ)
Assistentes: Luiz Muniz de Oliveira (RJ) e Michael Correia (RJ)
Público pagante: 32.770 pessoas
Cartões Amarelos: Carlos Alberto, Abuda, Eder Luis, Thiago Feltri e Wendel (Vasco); Jéfferson e Marcelo Mattos (Botafogo)

Gol
BOTAFOGO:
 Lucas, aos 35 minutos do segundo tempo

VASCO: Alessandro; Nei, Dedé, Renato Silva e Thiago Feltri (Fellipe Bastos); Abuda, Wendel (Dakson), Pedro Ken, Carlos Alberto; Bernardo (Romário) e Eder Luis
Técnico: Gaúcho

BOTAFOGO: Jéfferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos (Vitinho), Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf e Lodeiro (André Bahia); Rafael Marques (Bruno Mendes)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

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