Presidente do Palmeiras quer que poder público intervenha para coibir ações criminosas de torcedores organizados

O Palmeiras vai buscar a ajuda da prefeitura de São Paulo, governo estadual e federal para coibir a violência relacionada ao futebol. O presidente Paulo Nobre esteve com o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, para iniciar as conversas. O encontro estava agendado antes da briga entre jogadores e torcedores na Argentina que acabou com o goleiro Fernando Prass sendo ferido.

"Vou levar esse problema hoje (quinta) para o prefeito Haddad. Pedi para nosso vice-presidente Jesse Ribeiro marcar uma audiência com o governador (Geraldo Alckmin) e já falei também com o ministro Aldo Rebelo", afirmou o presidente, lembrando que o chefe da pasta de Esportes do Governo Federal é palmeirense declarado, inclusive com participação na política do clube.O dirigente ainda cogita abordar o assunto até mesmo com a presidente da República.

"Se for preciso, falo também com a Dilma (Rousseff)", comentou. Paulo Nobre quer descobrir quais torcedores foram responsáveis pela tentativa de agressão a Valdivia e também pelo ferimento na cabeça de Fernando Prass.

O dirigente cobra das organizadas a identificação dos envolvidos. A briga aconteceu justamente no dia em que Paulo Nobre tinha reunião agendada com Fernando Haddad. Porém, o mandatário não quis dar detalhes do motivo de ter marcado o encontro com o prefeito, desconversando sobre a possibilidade de abordar as dificuldades burocráticas enfrentadas no processo de modernização do Palestra Itália.

"É uma visita protocolar, porque não tive ainda contato com ele. Já estava agendada anteriormente", afirmou. Nobre assumiu a presidência do Palmeiras em janeiro, depois que Haddad já tinha iniciado seu mandato. No entanto, o ex-mandatário alviverde, Arnaldo Tirone, declarou apoio ao petista durante a campanha do ano passado.

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