Jogadores e comissão técnica deixaram o Aeroporto de Cumbica sem passar pelo saguão principal. Sem a presença de torcedores, segurança estava reforçada no local


Os jogadores do Palmeiras evitaram o saguão principal do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na chegada da delegação após a confusão ocorrida em Buenos Aires, quando integrantres da torcida organizada Mancha Alvi-Verde agrediram alguns jogadores palmeirenses, pouco antes do embarque para o Brasil. Atendendo a um pedido do próprio Palmeiras, a administração do aeroporto providenciou o desembarque do time por um portão secreto.

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Na confusão ocorrida no Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, o goleiro Fernando Prass acabou ferido na cabeça. Os integrantes da Mancha Alvi-Verde também tentaram agredir o meia chileno Valdívia, que precisou se esconder no banheiro, com ajuda dos seguranças. O meia Wesley foi outro intimidado por torcedores.

Carlos Lima, coordenador de comunicação do aeroporto de Guarulhos, esclareceu que os dirigentes solicitaram para que fosse evitada a passagem pelo saguão. A administração em Cumbica concordou e até se recusou a divulgar qual trajeto seria feito.

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O avião com a delegação do Palmeiras pousou às 13h49 (horário de Brasília). Os jogadores voltam aos treinos na manhã de sexta-feira. Para esta quinta está anunciada uma entrevista do presidente Paulo Nobre às 15h30 na Academia de Futebol, com a promessa de anúncio de providências.

Antes de a delegação chegar, o diretor executivo José Carlos Brunoro desembarcou antecipadamente e se encaminhou diretamente para a delegacia localizada dentro do Aeroporto de Cumbica. No entanto, nenhuma informação foi divulgada oficialmente sobre o que foi feito pelo dirigente.

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Apesar do pedido de saída por um portão secreto do Palmeiras, o aeroporto de Cumbica já tinha se preparado com mais segurança após a confusão na Argentina. Fora do aeroporto, a Polícia Militar tinha 15 policias, três viaturas e uma base comunitária. O aparato do Palmeiras era de sete seguranças, além dos que estavam no voo.

Após os atletas deixarem o local, os integrantes da equipe de apoio (massagistas e roupeiros) desembarcaram pelo saguão de Cumbica. Ao ser indagado pelo iG sobre a situação do goleiro Fernando Prass, que ficou ferido após o ataque dos torcedores, um funcionário apenas declarou: "O Fernando está bem".

* Com informações da Gazeta Esportiva

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