Abel Braga entende as vaias das arquibancadas: "Torcedor é soberano"

Por Gazeta |

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Fluminense saiu na frente do Huachipato, mas vacilou no segundo tempo e cedeu o empate ao time chileno, no Rio de Janeiro

O Fluminense deixou o gramado do Engenhão sob vaias, na noite de quarta-feira, após ceder o empate para o Huachipato. Com muitas chances desperdiçadas durante o jogo, especialmente no primeiro tempo, os atuais campeões brasileiros decepcionar a torcida tricolor. Abel Braga garantiu compartilhar do sentimento dos torcedores e entende o motivo das críticas vindas das arquibancadas.

E mais: Fluminense sai na frente do Huachipato, sofre empate, mas assume liderança

"Quando você perde para o Grêmio e depois empata um jogo que era pra ter ganho, eles têm todo o direito, pois incentivaram o tempo todo. Quando acaba o jogo, vem a vaia. Mas o torcedor é soberano. Ele não pode estar satisfeito porque nós também não estamos", disse o treinador do Flu.

Fred comemora seu gol com a torcida do Fluminense. Foto: Ricardo Ayres/PhotocameraDigão disputa bola pelo alto no jogo contra o Huachipato. Foto: Ricardo Ayres/PhotocameraWellington Nem tenta passe em profundidade no jogo contra o Huachipato. Foto: Ricardo Ayres/PhotocameraFred é derrubado pelo marcador do Huachipato. Foto: Ricardo Ayres/PhotocameraDeco tenta o gol, mas é derrubado. Foto: Ricardo Ayres/PhotocameraJean toca para Thiago Neves em lance do primeiro tempo de Fluminense x Huachipato. Foto: Ricardo Ayres/Photocamera

Visivelmente incomodado com o 1 a 1, que qualificou como "uma derrota", Abelão lamentou os consecutivos erros na definição das jogadas - foram incontáveis chances jogadas fora na etapa inicial. O treinador, porém, também aproveitou para defender os jogadores e o trabalho no Fluminense.

"Todo dia tem treino de finalização. Todos. Inclusive, ontem (terça) teve. Não era nem pra ter, mas eles (jogadores) pedem e tem", contou Abel, que optou por minimizar a má sequência do time - caiu no fim de semana na semifinal da Taça Guanabara. "De repente, falta muita coisa, porque nós não vencemos. O time é o mesmo, o treinador é o mesmo, a filosofia é a mesma do ano passado. A grande diferença é que se ganhava muito mais do que está se ganhando hoje", completou.

Apesar de não querer encontrar desculpa para o mau resultado no Engenhão, o comandante tricolor criticou a tabela imposta ao Fluminense, que jogou na Venezuela e no Chile nesta primeira metade da fase de grupos da Libertadores, além dos jogos pelo Carioca .

"Não acredito em cansaço. Mas hoje faz exatamente 43 dias do primeiro jogo do Estadual e foram realizados 13 jogos neste período, uma média de um jogo a cada quatro dias. O Fluminense foi a única equipe que jogou quatro quartas-feiras seguidas em viagens desgastantes", apontou.

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