Se recuperando de lesão no Grêmio, ex-jogador do clube paulista não descarta retorno

Kleber beija o escudo do Palmeiras
Gazeta Press
Kleber beija o escudo do Palmeiras

Conselheiros saíram do sério no início do mês passado só por ouvir do presidente Paulo Nobre que a volta de Kleber era cogitada na negociação que levou Barcos ao Grêmio. Torcedores que o chamam de "Judas" também manifestaram novamente sua raiva. Mas o Gladiador não se sente desprezado no Palmeiras. E avisou: só não voltou porque não foi procurado pelos dirigentes.

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"Não fiquei sabendo da possibilidade, mas não teria problema nenhum", disse o atacante à rádio Bandeirantes . "Sei que uma minoria ficou magoada da forma que aconteceu minha saída, mas é um baita clube, com história, tradição. Gosto muito do Palmeiras."

Apesar das declarações, Kleber saiu do Palmeiras no fim de 2011 deixando um mau relacionamento com a comissão técnica, então chefiada por Luiz Felipe Scolari, e a diretoria. Logo após o Flamengo manifestar interesse em sua contratação, o jogador passou semanas alegando lesão que os médicos diziam não existir e depois se desentendeu com Felipão ao defender que o time não jogasse após João Vitor ser agredido por torcedores.

O atleta, no entanto, guarda mágoas mesmo da diretoria - chegou a chamar o vice-presidente Roberto Frizzo de mau-caráter e agora ataca também o então presidente Arnaldo Tirone. "Não saí pelo Palmeiras, saí pelas pessoas. Eu não queria ver o time na segunda divisão, mas sabia que ia ter dificuldades com o presidente na praia e o time caindo. Não tem como", argumentou.

"Sempre deixei muito claro que gosto muito do Palmeiras. Tenho orgulho de ter vestido a camisa do Palmeiras, sinto muita saudades dos amigos", prosseguiu o jogador, que poucas semanas antes de sair viu a Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do arquirrival Corinthians, divulgar que ele já tinha sido seu sócio.

Kleber, de família corintiana, poderia ser o último jogador a ser emprestado pelo Grêmio na negociação que levou Barcos ao Rio Grande do Sul. O diretor executivo José Carlos Brunoro era a favor de seu retorno, mas, diante da pressão de torcedores e conselheiros, o nome já foi oficialmente descartado.

E o Gladiador, agora, se diz satisfeito em Porto Alegre. "É a vida. Minha saída do Palmeiras não foi da forma que eu gostaria que fosse, mas agora quero viver o Grêmio, estou feliz aqui", ressaltou, deixando, porém, as portas abertas para o Verdão. "Nunca tive problemas no Grêmio. Se tivesse interesse, primeiro o Palmeiras teria que negociar com o clube, pois tenho contrato de quatro anos e estou muito feliz aqui", reforçou.

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