Membros da Gaviões da Fiel pararam a Avenida Paulista para pedir pela soltura dos 12 sócios da torcida que estão presos no país vizinho pela morte de Kevin Beltrán Espada

Torcedores da Gaviões da Fiel fizeram protesto em frente ao Consulado da Bolívia em São Paulo
Gazeta Press
Torcedores da Gaviões da Fiel fizeram protesto em frente ao Consulado da Bolívia em São Paulo

Torcedores organizados do Corinthians fizeram uma manifestação pacífica no início da tarde deste sábado, em frente ao Consulado Geral da Bolívia em São Paulo, na Avenida Paulista. Com faixas, cartazes, batuques e bandeiras, o grupo de mais de uma centena de pessoas gritou pela liberdade dos 12 corintianos presos na cidade boliviana de Oruro, acusados de matar o garoto Kevin Douglas Beltrán Espada.

Nesta semana, a principal torcida organizada do Corinthians apresentou um jovem de 17 anos como o autor do disparo de sinalizador que vitimou o torcedor do San José no Estádio Jesús Bermúdez. A expectativa era de que a confissão feita em Guarulhos fosse suficiente para libertar os 12 presos na Bolívia. As autoridades locais, no entanto, não se convenceram com o depoimento do menor de idade e mantiveram os suspeitos encarcerados.

Torcida pediu por justiça aos detentos de Oruro. Ela alega que eles são inocentes
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Torcida pediu por justiça aos detentos de Oruro. Ela alega que eles são inocentes

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Para colaborar com "os irmãos", como cantaram neste fim de semana, as organizadas do Corinthians decidiram promover ó protesto diante do Consulado da Bolívia. Os gritos mais intensos foram de "liberdade aos inocentes". Os manifestantes ainda entoaram os nomes de cada um dos torcedores presos, cantaram o hino do clube de coração e oraram um "Pai Nosso" em memória a Kevin Espada.

O garoto morto em Oruro também foi lembrado em camisetas com o seu nome e a inscrição "eternamente em nossos corações". Algumas faixas ainda continham a mensagem "fica em paz", direcionada a Kevin. Na maioria delas, contudo, as torcidas defendiam a inocência dos 12 presos na Bolívia e até diferenciava: "Não somos bandidos".

Familiares dos torcedores acusados de homicídio na Bolívia também participaram da movimentação desta tarde. A mãe de um deles, emocionada, evitava como podia as entrevistas. Só quis confirmar, sorrindo, que o filho está bem - eles mantêm contato por telefone. Enquanto ela segurava um cartaz, muitos curiosos aproveitavam para tirar fotografias.

A manifestação das organizadas durou pouco mais de uma hora e foi observada de perto por poucos policiais militares, mais preocupados em não prejudicar o trânsito de veículos na Avenida Paulista. Os torcedores ainda gritaram no vão livre do Masp antes de encerrar o protesto. No domingo, eles voltarão às arquibancadas para assistir ao clássico contra o Santos, no Morumbi, após o Corinthians jogar com os portões do Pacaembu fechados na Copa Libertadores da América.


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