Torcidas do Corinthians vão a consulado boliviano para pedir liberdade de presos

Por iG São Paulo |

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Organizadas se movimentam para fazer manifestação na segunda-feira na Avenida Paulista pela soltura dos 12 torcedores presos em Oruro, na Bolívia

AP
Os torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro

As principais torcidas organizadas do Corinthians se movimentam para fazer uma manifestação em frente ao consulado boliviano em São Paulo para pedir que o governo do país vizinho liberte os 12 torcedores presos em Oruro desde o último dia 20. Eles são acusados de participação na morte de Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, durante a partida de estreia do Corinthians na Libertadores, contra o San José.

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Dois dos presos foram indiciados como autores do disparo de morteiro que matou o garoto. Os outros 10 são apontados como cúmplices. 

"Convocamos a toda Fiel Torcida para uma manifestação pacífica em frente ao Consulado da Bolívia, para que nos ouçam e assim pedirmos por justiça e a liberdade aos doze corinthianos presos de forma arbitrária nesse país. Nossa intenção é expor as autoridades bolivarianas o nosso descontentamento as ações cometidas aos 12 corinthianos presos aleatoriamente na cidade de Oruro, Bolívia", diz comunicado da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada corintiana. 

Leandro Oliveira, que esteve preso em Oruro e participou da briga no domingo, é o primeiro da esquerda para a direita. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersKevin Douglas Beltran Espada, torcedor do San José morto por um artefato explosivo no jogo contra o Corinthians. Foto: Reprodução/FacebookCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersMenor chega à Vara da Infância em Guarulhos. Foto: Gazeta PressJogadores de Corinthians e Bragantino respeitam um minuto de silêncio em homenagem ao garoto boliviano morto na quarta-feira. Foto: Gazeta PressOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APCorpo do garoto Kevin Espada foi enterrado no sábado na cidade de Cochabamba. Foto: APFabio Santos defende que o Corinthians saia da Libertadores se tiver a certeza que isso acabará com a violência nos campos. Foto: Gazeta PressTorcida do San José usou fogo nas arquibancadas para apoiar o time contra o Corinthians. Foto: ReutersGuerrero e Ralf no Corinthians. Foto: APPoliciais são vistos nas arquibancadas de estádio de Oruro durante partida San Jose x Corinthians. Foto: APSaucedo comemora o gol de empate do San José contra o Corinthians. Foto: ReutersO atacante Jorge Henrique tenta passar pela marcação do San José em jogo da Libertadores na Bolívia. Foto: ReutersTite comanda Corinthians no empate com o San Jose na estreia na Libertadores. Foto: APEmerson e Jorge Henrique usam máscaras de oxigênio antes da partida do Corinthians contra o San José, em Oruro, a mais de 3.700m de altitude. Foto: Reprodução/InstagramRomarinho chega à Bolívia para a estreia do Corinthians na Libertadores. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Segundo a torcida, que será apoiada por outras cinco organizadas do Corinthians, o fato de o menor H.A.M. de 17 anos, ter se apresentado à justiça brasileira como autor do disparo que matou Kevin força os bolivianos a libertarem os 12 corintianos presos.

"Os 12 corinthianos são inocentes do incidente (acidente) que vitimou um torcedor do time local e estão sendo vítimas da desorganização e incompetências da organização que administra essa competição denominada "Libertadores da América", no caso a Commembol. É inconcebível à uma nação que zela pelos direitos e liberdades humanas, conduza dessa maneira este caso, já que, o autor do incidente (acidente) se apresentou como autor do fato ocorrido", diz a nota.

O consulado geral da Bolívia fica na Avenida Paulista, 1439 e a torcida pretende iniciar a caravana até o local às 12h do dia 4 de março. Ônibus saíram da sede da Gaviões, no Bom Retiro, até o bairro de Cerqueira César na capital paulista.

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