Corinthians envia defesa à Conmebol nesta quinta para antecipar julgamento

Por iG São Paulo |

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Luiz Alberto Bussab, advogado do Corinthians, confia na agilidade da Conmebol para tentar escapar da punição preventiva de 60 dias

O Corinthians vai enviar nesta quinta-feira à Conmebol sua defesa no caso Kevin Espada, o garoto boliviano morto na partida da equipe contra o San José, atingido por um sinalizador que, apontam os indícios, partiu da torcida alvinegra na Bolívia. A ideia do clube é apressar ao máximo o julgamento e escapar da pena preventiva que lhe foi imposta.

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Até que o caso seja julgado, o Timão terá de atuar com os portões do Pacaembu fechados e não receberá ingressos como visitante. O prazo para a solução da questão é de 60 dias, contados a partir da semana passada, o que faria o atual campeão disputar toda a fase de grupos da Copa Libertadores sem seus torcedores.

Alexandre Pato comemora o segundo gol do Corinthians diante do Millonarios. Foto: APGuerrero comemora o primeiro gol do Corinthians diante do Millonarios. Foto: GazetaMomento em que o peruano Paolo Guerrero marcou o primeiro gol do Corinthians, diante das arquibancadas vazias do Pacaembu. Foto: GazetaGuerrero disputa a bola com Otalvaro, do Millonarios. Foto: APO zagueiro Paulo André domina a bola, tendo ao fundo a visão das arquibancadas vazias do Pacaembu. Foto: APOs quatro torcedores que conseguiram, através de uma liminar, o direito de ver o jogo do Corinthians no Pacaembu. Foto: GazetaImagem do Pacaembu vazio, horas antes de começar a partida entre Corinthians e Milonarios. Foto: Gazeta PressTorcedores que conseguiram na Justiça o direito de assistir a partida são escoltados pela polícia até seus lugares. Foto: Reprodução/SporTVAlguns torcedores do Corinthians se concentram em frente à praça Charles Müller, antes do início do jogo. Foto: Gazeta PressAmbiente no estádio do Pacaembu antes da partida entre Corinthians e Millonarios, pela Copa Libertadores. Foto: iG/Bruno WincklerAmbiente no estádio do Pacaembu antes da partida entre Corinthians e Millonarios, pela Copa Libertadores. Foto: iG/Bruno WincklerO atacante Wellington Nem comemora, ao lado de Rhayner (centro)e Thiago Neves, o gol de empate do Fluminense diante do Huachipato. Foto: APO atacante Fred, do Fluminense, sofre com a marcação de Yedro, do Huachipato. Foto: APWellington Nem disputa a bola com Labrín, do Huachipato. Foto: APRodrigo Brito (à esquerda), do Iquique, tenta roubar a bola de Valencia, do Emelec. Foto: ReutersClaudio Perez comemora gol contra o Barcelona do Equador pela Libertadores. Foto: AP


"Vamos fazer de tudo para que não leve 60 dias, seja qual for a decisão. Por isso, já estamos enviando a nossa defesa. Ela chegando ao tribunal, não há muito o que fazer. É feita uma análise e uma decisão é tomada", afirmou o advogado Luiz Alberto Bussab, confiante em uma definição ágil.

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Outro fator que torna urgente o julgamento esportivo é a Justiça comum brasileira. Apesar dos portões fechados, quatro torcedores assistiram à vitória do Corinthians sobre o Millonarios na quarta-feira, amparados por liminares. Aberto o precedente jurídico, quem comprou ingresso para os jogos contra Tijuana (13 de março) e San José (10 de abril) pode pleitear o mesmo direito e deixar sem efeito prático a punição da Conmebol.A situação preocupa o departamento jurídico do Timão, que tentou convencer esses quatro torcedores a não entrarem no Pacaembu na quarta, sem sucesso. "Procuramos conciliar a situação e dissuadi-los, mas eles resolveram exercer o direito deles. Não pudemos fazer nada. Decisão judicial não se discute, cumpre-se", comentou Bussab.

Como sustenta que o clube não teve nada a ver com a presença dos torcedores - "pelo contrário" -, o advogado disse não prever retaliações da Conmebol no julgamento. Ele sabe, porém, que interferências da Justiça comum são mal vistas na confederação sul-americana e, quando os processos partem das agremiações, proibidas pela Fifa.

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