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Luiz Alberto Bussab, advogado do Corinthians, confia na agilidade da Conmebol para tentar escapar da punição preventiva de 60 dias

O Corinthians vai enviar nesta quinta-feira à Conmebol sua defesa no caso Kevin Espada, o garoto boliviano morto na partida da equipe contra o San José, atingido por um sinalizador que, apontam os indícios, partiu da torcida alvinegra na Bolívia. A ideia do clube é apressar ao máximo o julgamento e escapar da pena preventiva que lhe foi imposta.

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Até que o caso seja julgado, o Timão terá de atuar com os portões do Pacaembu fechados e não receberá ingressos como visitante. O prazo para a solução da questão é de 60 dias, contados a partir da semana passada, o que faria o atual campeão disputar toda a fase de grupos da Copa Libertadores sem seus torcedores.


"Vamos fazer de tudo para que não leve 60 dias, seja qual for a decisão. Por isso, já estamos enviando a nossa defesa. Ela chegando ao tribunal, não há muito o que fazer. É feita uma análise e uma decisão é tomada", afirmou o advogado Luiz Alberto Bussab, confiante em uma definição ágil.

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Outro fator que torna urgente o julgamento esportivo é a Justiça comum brasileira. Apesar dos portões fechados, quatro torcedores assistiram à vitória do Corinthians sobre o Millonarios na quarta-feira, amparados por liminares. Aberto o precedente jurídico, quem comprou ingresso para os jogos contra Tijuana (13 de março) e San José (10 de abril) pode pleitear o mesmo direito e deixar sem efeito prático a punição da Conmebol.A situação preocupa o departamento jurídico do Timão, que tentou convencer esses quatro torcedores a não entrarem no Pacaembu na quarta, sem sucesso. "Procuramos conciliar a situação e dissuadi-los, mas eles resolveram exercer o direito deles. Não pudemos fazer nada. Decisão judicial não se discute, cumpre-se", comentou Bussab.

Como sustenta que o clube não teve nada a ver com a presença dos torcedores - "pelo contrário" -, o advogado disse não prever retaliações da Conmebol no julgamento. Ele sabe, porém, que interferências da Justiça comum são mal vistas na confederação sul-americana e, quando os processos partem das agremiações, proibidas pela Fifa.

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