FPF proíbe sinalizadores em jogos com multa de até R$ 100 mil e perda de mando

Por Mauricio Nadal - iG São Paulo |

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Federação Paulista divulgou resolução que entra em vigor nesta quarta e é válida somente para partidas organizadas pela entidade

A morte do torcedor boliviano Kevin Espada no empate por 1 a 1 entre Corinthians e San José pela Copa Libertadores trouxe consequências também ao Campeonato Paulista. O incidente na Bolívia motivou a FPF (Federação Paulista de Futebol) a tomar medidas severas e proibir a utilização de fogos e sinalizadores nos estádios, com penas que podem chegar a R$ 100 mil e perda de até 15 mandos de campo.

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Leandro Oliveira, que esteve preso em Oruro e participou da briga no domingo, é o primeiro da esquerda para a direita. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersKevin Douglas Beltran Espada, torcedor do San José morto por um artefato explosivo no jogo contra o Corinthians. Foto: Reprodução/FacebookCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersMenor chega à Vara da Infância em Guarulhos. Foto: Gazeta PressJogadores de Corinthians e Bragantino respeitam um minuto de silêncio em homenagem ao garoto boliviano morto na quarta-feira. Foto: Gazeta PressOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APCorpo do garoto Kevin Espada foi enterrado no sábado na cidade de Cochabamba. Foto: APFabio Santos defende que o Corinthians saia da Libertadores se tiver a certeza que isso acabará com a violência nos campos. Foto: Gazeta PressTorcida do San José usou fogo nas arquibancadas para apoiar o time contra o Corinthians. Foto: ReutersGuerrero e Ralf no Corinthians. Foto: APPoliciais são vistos nas arquibancadas de estádio de Oruro durante partida San Jose x Corinthians. Foto: APSaucedo comemora o gol de empate do San José contra o Corinthians. Foto: ReutersO atacante Jorge Henrique tenta passar pela marcação do San José em jogo da Libertadores na Bolívia. Foto: ReutersTite comanda Corinthians no empate com o San Jose na estreia na Libertadores. Foto: APEmerson e Jorge Henrique usam máscaras de oxigênio antes da partida do Corinthians contra o San José, em Oruro, a mais de 3.700m de altitude. Foto: Reprodução/InstagramRomarinho chega à Bolívia para a estreia do Corinthians na Libertadores. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Mauro Marcelo de Lima e Silva, presidente do TJD/SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo), anunciou que o árbitro deve interromper a partida quando presenciar o uso de fogos ou sinalizadores nos estádios de São Paulo. Assim que ver a utilização do artefato, o juiz deve comunicar o delegado da partida e o policiamento local para que sejam tomadas as providências.  

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Gazeta
Marco Polo Del Nero, presidente da FPF

"Os árbitros estão orientados, caso percebida a utilização de fogos e sinalizadores, imediata interrupção temporária da partida para comunicar os fatos ao delgado da partida e policiais”, disse Mauro Marcelo. "Perda de mando de 5, 10 ou 15 partidas, suspensão do clube. Não queremos que chegue a esse ponto”, completou Mauro Marcelo. Além disso, os times podem receber multas entre R$ 100 e R$ 100 mil reais pelo ocorrido.

De acordo com o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, dependendo da gravidade do caso, o árbitro pode até suspender o jogo. "O árbitro pode suspender. Isso cabe ao árbitro. O árbitro é soberano. Dentro de campo do jogo ele é soberano", afirmou Del Nero.

Após a partida, o árbitro deve relatar o ocorrido na súmula, indicando a torcida que praticou a ação e a mesma será julgada pela Procuradoria da Justiça Desportiva, no prazo máximo de dez dias depois do incidente, segundo o presidente do TJD.

A medida vale apenas para jogos realizados em São Paulo e organizados pela FPF, ou seja, partidas da Libertadores, organizadas pela Conmebol, não estão contidas nessa resolução. 

A Federação Paulista enviou a resolução para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que pode seguir o mesmo caminho e adotar as medidas para os campeonatos nacionais.

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