Direção do São Paulo aprova mudança no Brasileiro, mas Luis Fabiano lamenta

Por iG São Paulo * |

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Atacante vai na contramão de João Paulo de Jesus Lopes e afirma que fim dos clássicos na última rodada pode gerar novamente polêmicas no campeonato

Gazeta Press
Luis Fabiano, atacante do São Paulo

O São Paulo foi um dos clubes que votaram a favor do fim dos clássicos na última rodada do próximo Campeonato Brasileiro. A medida de abolir os confrontos entre rivais no encerramento da competição foi anunciada pela CBF na segunda-feira, depois de uma reunião com os participantes da Série A.

O vice-presidente de futebol do clube do Morumbi, João Paulo de Jesus Lopes, gostou da mudança no Nacional, apesar de o atacante Luis Fabiano ter se mostrado preocupado com a alteração.

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"Somos favoráveis aos pontos corridos, mas, para dar certo, os atrativos têm de ser diluídos ao longo do campeonato. Caso contrário, era ruim para patrocinadores, TV e clubes", defendeu o dirigente.

Luis Fabiano, por sua vez, acredita que o fim dos clássicos nas rodadas finais pode gerar novamente polêmicas envolvendo rivais, já que um poderia acusar o outro de fazer ‘corpo mole’. "Eu não esperava que essa mudança acontecesse, porque acho que foi legal no ano passado. Infelizmente, o Fluminense já era campeão na última rodada, mas havia equipes brigando por Libertadores, para não cair... Agora mudaram e espero que este ano não tenha papelão de time entregando, de goleiro que não pula em pênalti...", alfinetou.

Em 2009, são-paulinos reclamaram pelo então goleiro corintiano Felipe não ter pulado para tentar defender pênalti de Léo Moura, do Flamengo. Na época, o clube carioca disputava o título com o time do Morumbi e venceu o Corinthians por 2 a 0.

Já no ano seguinte, São Paulo e Palmeiras perderam na reta final para o Fluminense, que lutava pelo troféu nacional com o Corinthians. Na época, os alvinegros reclamaram dos rivais, principalmente do Palmeiras. No entanto, Jesus Lopes defende que isso não pode servir como desculpa para acumular os clássicos no fim.

"Se há algum tipo de distorção, tem de ser autuado quem saiu da regra. Esta desculpa que se dava não nos agradava. Os responsáveis têm de tomar providência para que isso não aconteça", argumentou o dirigente.

*Com Gazeta

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