Menor de idade que confessou disparo de sinalizador nega proteção a Gaviões

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em entrevista à TV Globo, jovem corintiano de 17 anos afirma que não teve intenção de atirar objeto na torcida boliviana e pede desculpa à família de Kevin Espadas

O boliviano Kevin Douglas Beltran Espada, de 14 anos, morreu em Oruro (Bolívia) na última quarta-feira após ser atingido por um sinalizador atirado pela torcida corintiana, durante partida entre o time paulista e o San José pela Libertadores. Um jovem de 17 anos confessou ter feito o disparo e declarou neste domingo, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, que não está assumindo a autoria do disparo só para proteger um outro membro da Gaviões da Fiel, torcida organizada corintiana.

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Leandro Oliveira, que esteve preso em Oruro e participou da briga no domingo, é o primeiro da esquerda para a direita. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersKevin Douglas Beltran Espada, torcedor do San José morto por um artefato explosivo no jogo contra o Corinthians. Foto: Reprodução/FacebookCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersMenor chega à Vara da Infância em Guarulhos. Foto: Gazeta PressJogadores de Corinthians e Bragantino respeitam um minuto de silêncio em homenagem ao garoto boliviano morto na quarta-feira. Foto: Gazeta PressOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APCorpo do garoto Kevin Espada foi enterrado no sábado na cidade de Cochabamba. Foto: APFabio Santos defende que o Corinthians saia da Libertadores se tiver a certeza que isso acabará com a violência nos campos. Foto: Gazeta PressTorcida do San José usou fogo nas arquibancadas para apoiar o time contra o Corinthians. Foto: ReutersGuerrero e Ralf no Corinthians. Foto: APPoliciais são vistos nas arquibancadas de estádio de Oruro durante partida San Jose x Corinthians. Foto: APSaucedo comemora o gol de empate do San José contra o Corinthians. Foto: ReutersO atacante Jorge Henrique tenta passar pela marcação do San José em jogo da Libertadores na Bolívia. Foto: ReutersTite comanda Corinthians no empate com o San Jose na estreia na Libertadores. Foto: APEmerson e Jorge Henrique usam máscaras de oxigênio antes da partida do Corinthians contra o San José, em Oruro, a mais de 3.700m de altitude. Foto: Reprodução/InstagramRomarinho chega à Bolívia para a estreia do Corinthians na Libertadores. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

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"Não, não protegi ninguém não. Eu só quero assumir meu erro, mesmo. Não é certo as pessoas pagarem por uma coisa que não fizeram. Se eu tivesse no lugar delas, também não queria pagar com uma coisa que eu não fiz e ficar preso injustamente", declarou o menor de idade, que revelou ter comprado o sinalizador na rua 25 de Março, em São Paulo.

O jovem corintiano disse que não teve intenção de machucar ninguém: "Não fiz nenhum tipo de mira. Pra mim, era só acender e pronto. Não sabia que ia disparar e sair voando. Só queria fazer uma festa para o Corinthians."

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Ele ainda afirmou que não sabia o que tinha acontecido durante a partida, nem mesmo quando os torcedores bolivianos começaram a chamar os brasileiros de assassinos, e que só foi saber da morte de Kevin quando já tinha deixado o estádio. "No intervalo, perguntei para um policial se alguém tinha se machucado e falaram que não, que estava tudo bem. Acabou o jogo e eu fui embora. Só fui ter certeza de que ele morreu no ônibus", afirmou.

Por fim, o menor de idade disse que não se entregou antes porque estava assustado, sem saber o que fazer. Questionado sobre o que gostaria de dizer aos familiares do torcedor boliviano, ele respondeu: "Perdão. Não só para a família do Kevin, mas para quem ficou lá preso também."

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