Após depoimento em Guarulhos, menor que assumiu morte de boliviano é liberado

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Torcedor corintiano, de 17 anos, membro da torcida Gaviões da Fiel, estava acompanhado de Ricardo Cabral, advogado representante da organizada

Leandro Oliveira, que esteve preso em Oruro e participou da briga no domingo, é o primeiro da esquerda para a direita. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersKevin Douglas Beltran Espada, torcedor do San José morto por um artefato explosivo no jogo contra o Corinthians. Foto: Reprodução/FacebookCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersMenor chega à Vara da Infância em Guarulhos. Foto: Gazeta PressJogadores de Corinthians e Bragantino respeitam um minuto de silêncio em homenagem ao garoto boliviano morto na quarta-feira. Foto: Gazeta PressOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APCorpo do garoto Kevin Espada foi enterrado no sábado na cidade de Cochabamba. Foto: APFabio Santos defende que o Corinthians saia da Libertadores se tiver a certeza que isso acabará com a violência nos campos. Foto: Gazeta PressTorcida do San José usou fogo nas arquibancadas para apoiar o time contra o Corinthians. Foto: ReutersGuerrero e Ralf no Corinthians. Foto: APPoliciais são vistos nas arquibancadas de estádio de Oruro durante partida San Jose x Corinthians. Foto: APSaucedo comemora o gol de empate do San José contra o Corinthians. Foto: ReutersO atacante Jorge Henrique tenta passar pela marcação do San José em jogo da Libertadores na Bolívia. Foto: ReutersTite comanda Corinthians no empate com o San Jose na estreia na Libertadores. Foto: APEmerson e Jorge Henrique usam máscaras de oxigênio antes da partida do Corinthians contra o San José, em Oruro, a mais de 3.700m de altitude. Foto: Reprodução/InstagramRomarinho chega à Bolívia para a estreia do Corinthians na Libertadores. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians


Cercado pela imprensa e por curiosos que se aglomeraram na entrada do prédio da Vara de Infância e Juventude de Guarulhos, o jovem que prometeu assumir o disparo de um sinalizador que acertou e vitimou o boliviano Kevin Espada, de 14 anos, prestou depoimento ao juiz Daniel Issler por mais de duas horas nesta segunda-feira e já foi liberado.

Você acha que o torcedor corintiano menor de idade é culpado? Opine

O torcedor corintiano de 17 anos, membro da organizada Gaviões da Fiel, chegou ao local por volta de 14h50 (de Brasília) e deixou o prédio às 17h15, acompanhado de Ricardo Cabral, advogado representante da torcida, e da mãe. Com um boné na cabeça e as mãos escondendo o rosto, o jovem teve a identidade preservada.

Gazeta Press
Menor chega à Vara da Infância em Guarulhos

Sem fornecer maiores informações a respeito do conteúdo do depoimento do possível autor do disparo, o Tribunal de Justiça enviou um representante à porta da Vara de Infância e Juventude para garantir que o juiz Daniel Issler e o rapaz tiveram uma conversa informal e que o caso corre em segredo de Justiça pois o acusado é menor de 18 anos.

Veja também: Membro da Gaviões se entrega à Justiça para assumir culpa

Segundo Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel e seu representante no caso, há provas de que o jovem comprou os seis sinalizadores que foram levados à Bolívia e entrou no estádio de Oruro na posse de todos eles. Sem conhecimento para manusear o artefato, acabou vitimando Kevin Espada em um acidente que virou tragédia.

Leia também: Menor de idade que confessou disparo de sinalizador nega proteção a Gaviões

A expectativa da Gaviões da Fiel é que o depoimento do jovem que assumiu a autoria do disparo auxilie na liberação de 12 torcedores que foram detidos pela polícia da Bolívia - o inquérito da delegacia local arrolou dois deles como responsáveis pelo crime e outros dez como cúmplices, por conta de evidências de pólvora encontradas em suas digitais.

* Com Gazeta Esportiva

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas