Paulo André assume "bucha" com orgulho de mostrar sua opinião

Por iG São Paulo * |

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Zagueiro diz que já imaginava que seria escolhido para a entrevista coletiva, mas não se aprofunda nos comentários sobre a punição imposta ao Corinthians

Gazeta Press
Paulo André, zagueiro do Corinthians

Quando acabou o treino desta sexta-feira, os assessores de imprensa do Corinthians procuraram Paulo André. Como Tite não daria a entrevista que costuma conceder nesse dia da semana, o zagueiro teve a oportunidade de falar sobre um assunto delicado: a morte do garoto boliviano Kevin Espada no jogo contra o San Jose pela Libertadores.

"Eu imaginava que seria eu. Quando tem bucha, geralmente sou eu que venho aqui", disse o jogador. "Gosto de dar opinião. Para mim, não tem problema nenhum."

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As frases de Paulo André acabaram sendo muito parecidas com as ditas por seus companheiros na chegada a São Paulo, na última quinta. Ele lamentou a morte do menino, atingido por um sinalizador, e procurou não se comprometer com a torcida.

"Não há nada que pague uma vida", foi um dos comentários pouco originais do atleta, que se informou sobre a posição oficial do Corinthians antes de conceder sua entrevista. Por isso, em vez de comentar com qualquer profundidade a punição ao clube - que, até segunda ordem, terá de atuar com portões fechados na Libertadores -, pediu "ações efetivas" para solucionar os problemas vividos pelos torcedores nos estádios.

"Ter uma punição exemplar, como a que está acontecendo no momento, sem que a gente se preocupe em oferecer segurança pouco vai mudar. É preciso dar condições, cristalizar tudo o que move o futebol, para que o torcedor possa ter um momento agradável dentro do estádio. Só dar o exemplo, punindo o Corinthians, e não dar as condições, não vai mudar nada", afirmou.

Paulo André não mordeu a isca diante de uma pergunta que o incitava a criticar torcidas organizadas e voltou a lamentar "uma grande fatalidade". "Todos os que estavam na Bolívia representando o Corinthians ficaram em uma tristeza muito grande, lamentando o ocorrido. O futebol está aí para dar alegria, passar coisas boas. Não foi o que vimos", concluiu, satisfeito com o encadeamento de suas ideias.

*Com Gazeta

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