Zagueiro prefere não generalizar e separa autor de disparo de sinalizador que matou garoto na Bolívia dos demais torcedores do Corinthians

Paulo André, zagueiro do Corinthians
Gazeta Press
Paulo André, zagueiro do Corinthians

O Corinthians espera reverter a situação, mas a punição preventiva indicada pela Conmebol proíbe a equipe de ter torcedores no estádio na Copa Libertadores . Se nada mudar até quarta-feira, os portões do Pacaembu estarão fechados durante o confronto com o Millonarios, algo estranho para os atletas.

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"Diferença vai ter bastante. Não sei se técnica, mas emocional. O Corinthians historicamente tem na torcida um grande apoio, o maior incentivo. Um jogo sem torcida não tem aquele ar de motivação, parece amistoso. Temos de ultrapassar isso para conseguir um bom resultado", afirmou Paulo André.

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De acordo com o zagueiro, os atletas precisam jogar pelos torcedores que não poderão preencher as arquibancadas. Ele procurou separar a pessoa que causou a punição - pelo que indicam as evidências, partiu da torcida alvinegra um sinalizador que matou o boliviano Kevin Espada, de 14 anos - dos demais 30 milhões de fiéis.


"Ficou uma imagem ruim, mas não dá nem para dizer que é uma imagem ruim do clube. Foi um marginal que acabou fazendo o que fez. Que essa nação tão grande mostre a sua história. A gente vai fazer isso. Defender toda a história, toda a honra. Vamos jogar por eles, representá-los da melhor maneira possível", comentou.

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Paulo André apoiou a ideia de os corintianos ficarem em volta do Pacaembu durante os jogos de portões fechados, desde que de maneira ordeira. "É um momento de calma, as coisas precisam ser bem feitas. Mas não vejo problema nenhum em torcer, gritar, mostrar a grandeza do Corinthians."

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