Com portões fechados, Paulo André diz que Corinthians jogará pela Fiel

Por Gazeta |

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Zagueiro prefere não generalizar e separa autor de disparo de sinalizador que matou garoto na Bolívia dos demais torcedores do Corinthians

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Paulo André, zagueiro do Corinthians

O Corinthians espera reverter a situação, mas a punição preventiva indicada pela Conmebol proíbe a equipe de ter torcedores no estádio na Copa Libertadores. Se nada mudar até quarta-feira, os portões do Pacaembu estarão fechados durante o confronto com o Millonarios, algo estranho para os atletas.

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"Diferença vai ter bastante. Não sei se técnica, mas emocional. O Corinthians historicamente tem na torcida um grande apoio, o maior incentivo. Um jogo sem torcida não tem aquele ar de motivação, parece amistoso. Temos de ultrapassar isso para conseguir um bom resultado", afirmou Paulo André.

Leia mais: Corinthians considera injusta a decisão da Conmebol e avisa que vai recorrer

De acordo com o zagueiro, os atletas precisam jogar pelos torcedores que não poderão preencher as arquibancadas. Ele procurou separar a pessoa que causou a punição - pelo que indicam as evidências, partiu da torcida alvinegra um sinalizador que matou o boliviano Kevin Espada, de 14 anos - dos demais 30 milhões de fiéis.

Leandro Oliveira, que esteve preso em Oruro e participou da briga no domingo, é o primeiro da esquerda para a direita. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersKevin Douglas Beltran Espada, torcedor do San José morto por um artefato explosivo no jogo contra o Corinthians. Foto: Reprodução/FacebookCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersMenor chega à Vara da Infância em Guarulhos. Foto: Gazeta PressJogadores de Corinthians e Bragantino respeitam um minuto de silêncio em homenagem ao garoto boliviano morto na quarta-feira. Foto: Gazeta PressOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APCorpo do garoto Kevin Espada foi enterrado no sábado na cidade de Cochabamba. Foto: APFabio Santos defende que o Corinthians saia da Libertadores se tiver a certeza que isso acabará com a violência nos campos. Foto: Gazeta PressTorcida do San José usou fogo nas arquibancadas para apoiar o time contra o Corinthians. Foto: ReutersGuerrero e Ralf no Corinthians. Foto: APPoliciais são vistos nas arquibancadas de estádio de Oruro durante partida San Jose x Corinthians. Foto: APSaucedo comemora o gol de empate do San José contra o Corinthians. Foto: ReutersO atacante Jorge Henrique tenta passar pela marcação do San José em jogo da Libertadores na Bolívia. Foto: ReutersTite comanda Corinthians no empate com o San Jose na estreia na Libertadores. Foto: APEmerson e Jorge Henrique usam máscaras de oxigênio antes da partida do Corinthians contra o San José, em Oruro, a mais de 3.700m de altitude. Foto: Reprodução/InstagramRomarinho chega à Bolívia para a estreia do Corinthians na Libertadores. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians


"Ficou uma imagem ruim, mas não dá nem para dizer que é uma imagem ruim do clube. Foi um marginal que acabou fazendo o que fez. Que essa nação tão grande mostre a sua história. A gente vai fazer isso. Defender toda a história, toda a honra. Vamos jogar por eles, representá-los da melhor maneira possível", comentou.

E ainda: Sem torcida, Corinthians pode deixar de ganhar até R$ 10 milhões com bilheteria

Paulo André apoiou a ideia de os corintianos ficarem em volta do Pacaembu durante os jogos de portões fechados, desde que de maneira ordeira. "É um momento de calma, as coisas precisam ser bem feitas. Mas não vejo problema nenhum em torcer, gritar, mostrar a grandeza do Corinthians."

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