Ex-diretor palmeirense nega fragilidade e cogita sindicância por ‘caso Barcos’

Por Gazeta | - Atualizada às

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Atacante argentino deixou o Palmeiras e assinou com o Grêmio neste começo de temporada

Gazeta Press
Barcos é agora jogador do Grêmio

A transferência do atacante Hernán Barcos para o Grêmio ainda gera controvérsias nos bastidores do Palmeiras. O conselheiro Piraci Oliveira, que era o diretor jurídico na época em que o Verdão fez o contrato com o argentino, rebateu a acusação da atual gestão de que o vínculo do Pirata no Palestra Itália estava em situação "precária e frágil".

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Piraci Oliveira emitiu um comunicado em que questiona o discurso adotado pelo presidente Paulo Nobre e pelo diretor executivo José Carlos Brunoro e ainda cogita abrir uma sindicância no clube para apurar os detalhes da negociação que resultou na saída do atacante.

"Com o passar do tempo, a operação vai se esclarecendo e agora podemos concluir que a saída do atleta foi (para dizer o menos) precipitada, baseada em fatos que não correspondem com a verdade e lesiva a nosso patrimônio", escreveu o ex-dirigente.

Na sexta-feira, Paulo Nobre fez sua primeira declaração sobre o assunto, alegando que o Palmeiras corria "o risco de perder o jogador de forma gratuita" em consequência de falta de pagamentos. No entanto, Piraci Oliveira diverge da posição do atual mandatário, que iniciou sua gestão no dia 21 de janeiro.

"Não havia atraso de salários (em 20/01/2013) passível de perdermos o atleta na Justiça do Trabalho. Não entrarei em mais detalhes para preservar valores e a remuneração, mas o fato é: não é verdadeira a afirmação de que havia risco de obtenção de liminar que o liberasse", acrescentou.

Responsável pelo departamento jurídico na administração de Arnaldo Tirone, Piraci Oliveira ainda cita o comunicado emitido pelo Palmeiras um dia antes de a negociação ser anunciada, quando o clube negou que estivesse perto de perder o Pirata.

"Dias antes de perdermos o atleta, por nota oficial, tanto Brunoro quanto o departamento jurídico assinaram nota dando conta de que ‘não havia risco de perdermos o jogador’. Assim, já aqui temos posição contraditória e, para dizer o mínimo, em uma delas há inverdade", acrescentou.

Por fim, o ex-diretor cobra do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) a averiguação dos detalhes da negociação. "Se isso não for feito, eu mesmo pedirei sindicância", completou.

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