Diretor executivo do Palmeiras diz que tem direito a negociar com cinco atletas do clube gaúcho, mas que ainda não tem a definição dos nomes

José Carlos Brunoro, diretor executivo do Palmeiras
Gazeta Press
José Carlos Brunoro, diretor executivo do Palmeiras

A única certeza do torcedor do Palmeiras nesta sexta-feira é que Barcos vai para o Grêmio . Após uma sequência de informações diferentes, o diretor executivo José Carlos Brunoro explicou que, além de R$ 7 milhões, o clube paulista só tem direito a negociar com cinco atletas cedidos pelos gaúchos. E, até agora, quem está "quase certo" é o zagueiro Vilson, sendo que outros viriam por empréstimo.

Brunoro avisa que só está "apalavrado" com o defensor, que estava afastado por Vanderlei Luxemburgo. Vilson já está a caminho de São Paulo para assinar um contrato de empréstimo até dezembro, quando acaba seu vínculo com o Grêmio. E em 2014 o Palmeiras tem prioridade para continuar com ele.

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O dirigente também conversou com o atacante Leandro, que o empresário garantiu sua chegada ao Palmeiras por empréstimo de um ano, mas sem condições de atuar pela Libertadores por já ter sido inscrito no torneio pelo Grêmio. O mesmo ocorre com os outros três que negociam.

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Em relação ao volante Léo Gago, Brunoro tem uma informação no Grêmio de que ele aceitará ficar por empréstimo até dezembro. Mas ainda falta conversar com o meia-atacante Rondinelly e, também, o atacante Marcelo Moreno, sendo que o boliviano já se manifestou contrário à sua ida ao Palmeiras, inclusive porque seu pai e empresário não o quer no clube.

"O mundo dá muitas voltas. Tem um momento de impacto da notícia, o futebol tem muita emoção e é normal um jogador com história no Grêmio falar isso. Mas depois chega o momento de racionalidade com prós e contras", apostou Brunoro, que aceitou logo as cinco primeiras opções de atletas oferecidas pelos gaúchos.

"Temos um acordo que dá segurança em algumas outras situações. A primeira opção é substituir os nomes, e existe um resguardo se algum não aceitar, com parte financeira", disse o dirigente, minimizando não poder usar quatro dos cinco que foram cedidos na Libertadores. "Eles vêm para somar o elenco e montar o projeto pensando em Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Série B. Se der tempo, pode ser que o Vilson entre na lista da Libertadores."

Diante das críticas, Brunoro assume sua ‘culpa’ pela negociação. "Não posso fugir da responsabilidade do meu cargo nem ficar perdendo tempo. Preciso de decisões firmes e rápidas. Já foi assim com o Luan e será sempre tudo feito com rapidez e clareza", disse o diretor executivo, que durante a semana trocou Luan por Charles e Marcelo Oliveira.

A saída de Barcos teve três versões repassadas pelo Palmeiras. Nas três, as únicas informações mantidas até agora é a cessão de Leandro por empréstimo de um ano e que o Grêmio pagou 2 milhões de euros (R$ 5,2 milhões) além de pagar os US$ 750 mil da dívida com a LDU e os R$ 1,5 milhão que o Palmeiras deve a Barcos. Na prática, o artilheiro sai e não se tem nada certo sobre quem vem.

"Estou muito triste com a saída do Barcos, mas também feliz por ele e pelo Palmeiras, que criou uma relação profissional com o Grêmio. Foram negociações muito rápidas em função da Libertadores. Quase não dormimos", relatou o dirigente que, até agora, só conseguiu garantir a presença de Barcos para disputar a Libertadores pelo Grêmio.

*Com Gazeta

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