Com Ganso no banco de reservas, Cañete teve sua chance desde o início e não aproveitou. Da mesma forma, Jadson falhou como único armador da equipe

O técnico Ney Franco pretendia usar a partida contra a Ponte Preta, nesta quarta-feira, para testar variações táticas no São Paulo vislumbrando o jogo que disputará daqui a uma semana na Copa Libertadores da América. Mas o Tricolor não se adaptou ao esquema, pouco criou no Morumbi e só empatou por 0 a 0 com a Macaca, que desperdiçou a chance de assumir a liderança isolada do Campeonato Paulista.

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Com Ganso no banco de reservas, Cañete teve sua chance desde o início e não aproveitou. Da mesma forma, Jadson falhou como único armador da equipe. O ex-santista ainda entrou no segundo tempo e não conseguiu mudar a dinâmica do confronto.

O São Paulo teve os desfalques de Rogério Ceni, lesionado, e Luis Fabiano, que está na Seleção Brasileira. Mas os demais titulares estiveram em campo e exibiram dificuldade. Ney Franco já avisou que vai escalar apenas os reservas no sábado, contra o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, para poupar os principais jogadores para o confronto contra o Atlético-MG, na próxima quarta-feira, pela Copa Libertadores da América.

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Com o resultado desta quarta, o São Paulo chegou aos sete pontos, na parte intermediária da tabela, com dois jogos a menos, pois disputou a pré-Libertadores. Já a Ponte soma agora 14 pontos, levando desvantagem apenas nos critérios de desempate em relação ao líder Santos. O time de Guto Ferreira volta a jogar no sábado, mais uma vez fora de casa, contra o Ituano.

Lúcio protege a bola no empate contra a Ponte Preta
Gazeta Press
Lúcio protege a bola no empate contra a Ponte Preta

O jogo:

O técnico Ney Franco tirou Paulo Henrique Ganso do time titular do São Paulo no jogo desta quarta-feira para tentar explorar mais a velocidade pelos lados do campo, com Cañete e Osvaldo abertos pelas laterais. Mas o Tricolor exibiu muita dificuldade durante o primeiro tempo, e a estratégia não funcionou.

Com um sistema defensivo muito bem armado, a Ponte mostrou desde o começo que só avançaria em contragolpes. A dificuldade dos donos da casa e a estratégia dos visitantes resultaram em uma partida sem emoções durante toda a etapa inicial. O primeiro chute a gol do Tricolor saiu apenas aos 18 minutos e, ainda assim, não foi perigoso. Osvaldo dominou na meia-esquerda e chutou. A bola desviou na zaga e chegou fraca às mãos de Edson Bastos.

Ao constatar a dificuldade de seu time, Ney Franco mudou o posicionamento de Cañete, que, em vez de ficar apenas na direita, passou a correr pela esquerda também. Na primeira tentativa do outro lado, o argentino encarou a marcação e perdeu a bola. O São Paulo ainda buscou alternativas em cobranças de faltas para a área, todas afastadas pela defesa campinera.

Já a Ponte só conseguiu construir uma jogada na frente quando Artur desviou cobrança de falta de cabeça, acertando a rede pelo lado de fora. Com o jogo fraco, a torcida tricolor só vibrou quando o árbitro José Cláudio Rocha Filho caiu perto do meio-campo.

Aos 40, Aloísio recebeu lançamento pela direita, girou e chutou perto do gol, mas para fora. Na resposta da Macaca, Cicinho lançou, Lúcio furou, Rhodolfo não alcançou no carrinho e William pegou a bola já perto da linha de fundo, arrematando sem ângulo, para defesa de Denis.

As duas equipes voltaram sem alterações para a etapa final, e a primeira oportunidade saiu pelo lado da Ponte Preta. Chiquinho recebeu pela esquerda e chutou alto, exigindo boa defesa do goleiro Denis. Em menos de 15 minutos, os dois treinadores fizeram alterações.

No São Paulo, Ney Franco tirou Rhodolfo para colocar Rafael Toloi. Ao mesmo tempo, Guto Ferreira substituiu William e Wellington Bruno por Alemão e Diego Rosa, respectivamente. Como nada mudou efetivamente no desempenho de seu time, o técnico tricolor fez mais duas alterações logo depois. Ganso e Paulo Miranda entraram nos lugares de Jadson e Wellington.

Mesmo assim, o São Paulo não conseguiu furar o bloqueio da Macaca e até pediu pênalti em lance com Aloísio nos minutos finais, que o árbitro considerou lance normal. Agora, são três jogos sem triunfos da equipe de Ney Franco.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 PONTE PRETA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 6 de fevereiro de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: José Cláudio Rocha Filho (SP)
Assistentes: Gustavo Rodrigues de Oliveira e Edson Rodrigues dos Santos (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Welton Orlando Wohnrath e Flávio Rodrigues de Souza (ambos de SP)
Cartões amarelos: Osvaldo e Rafael Toloi (São Paulo). Chiquinho (Ponte Preta)
Público: 5.685
Renda: R$ 152.795,00

SÃO PAULO: Denis; Douglas, Lúcio, Rhodolfo (Rafael Toloi) e Cortez; Wellington (Paulo Miranda), Denilson e Jadson (Paulo Henrique Ganso); Cañete, Aloísio e Osvaldo
Técnico: Ney Franco

PONTE PRETA: Edson Bastos; Artur, Cléber, Ferrón e Uendel; Baraka, Memo (Xaves), Cicinho e Wellington Bruno (Diego Rosa); Chiquinho e William (Alemão)
Técnico: Guto Ferreira

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