Diretoria usa manutenção de Kleina para afastar impressão de crise no Palmeiras

Por Gazeta |

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José Carlos Brunoro, diretor de futebol do Palmeiras, comparou o time a um carro e disse que o problema não é o piloto, mas mecânico

Só se passaram cinco rodadas do Paulista e o Palmeiras já acumula, com Paulo Nobre na presidência, a derrota para o Penapolense e o empate com o XV de Piracicaba como resultados frustrantes. E a pressão sobre Gilson Kleina cresceu. Mas a nova diretoria, com a intenção de mudar os ares no clube, se recusa a ver crise usando a manutenção do técnico como prova.

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Mesmo com tropeços, Gilson Kleina vem sendo mantido como treinador palmeirense

"O problema não é de piloto, é mecânico", decretou o diretor executivo José Carlos Brunoro. Essa é a postura que Paulo Nobre tem adotado mesmo enquanto ainda era candidato, publicamente dando força ao treinador. A cobrança mais forte virá apenas quando mais atletas forem contratados, embora Kleina já demonstre insegurança.

"Não gosto de justificar absolutamente nada, mas a situação é que consertamos um carro que já está andando, é bem difícil para qualquer mecânico. Estamos aqui há duas semanas, ainda sem toda a radiografia financeira. Você não consegue dar a velocidade que quer", comparou Brunoro.O ritmo do automóvel, contudo, não é turbulento como antes na opinião do dirigente que tem somente o presidente acima de seu cargo. "Discordo da moda que é dizer que o Palmeiras está em crise. Não está, esteve. Hoje, não tem crise", definiu Brunoro.

"Se os resultados não acontecem, não significa que há crise. Estamos começando um trabalho com elenco curto, mas sem briga entre jogador, técnico e diretoria. Então, acabou a crise. A partir de agora, o Palmeiras tem uma agenda positiva", decretou, até minimizando a avaliação dos torcedores.

"Se a torcida reclama, acham que é crise, mas não na minha cabeça. Na época da Parmalat, achavam que nenhum jogador servia. Agora, se eu trouxer Messi e Iniesta, dirão que não servem para a Série B, mas para a Série A", disse, gargalhando. "Estamos começando um trabalho superlegal, com um grupo bem forte. Vou ter que acreditar no nosso trabalho, e neste trabalho não tem crise", frisou.

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