Maradona, que jogou no time do Nápoles de 1984 a 1991, está respondendo um processo na Justiça italiana por sonegação de impostos

Maradona não quer ser visto como alguém que roubou
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Maradona não quer ser visto como alguém que roubou

O ex-jogador argentino Diego Armando Maradona declarou que quer voltar a Itália e se encontrar com seus torcedores, mas sem ser visto como alguém que "roubou" algo.

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"Eu não sou sonegador de impostos, nunca fui, porque somente joguei futebol. Não posso voltar livremente a Nápoles com tranquilidade e isso não é justo", disse Maradona, destacando que quer ser reconhecimento "como um senhor que não roubou nada".

Maradona, que jogou no time do Nápoles de 1984 a 1991, está respondendo um processo na Justiça italiana por sonegação de impostos. As autoridades estimam que ele tenha sonegado cerca de 40 milhões de euros.

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"Eles não têm provas para me perseguir. Peço a todos os políticos italianos que olhem bem quem está por trás de tudo isso, meus contratos são assinados por Guillermo Coppola [seu ex-agente]", defendeu-se Maradona, em uma entrevista gravada em Dubai e divulgada pelos advogados do ex-jogador.

"Estão me acusando de coisas que nunca fiz. Quem diz ter provas tem de demonstrá-las a Itália e ao mundo. Eles não têm provas para me perseguir. Estão me roubando a possibilidade de ver novamente as pessoas de Nápoles, que eu amo", acrescentou.

A Receita Federal italiana acusa Maradona de sonegação fiscal desde 1992, em relação aos anos jogados no time de Nápoles. Os agentes da receita já tentaram várias vezes recuperar o dinheiro. Em 2005, o cachê recebido pelo ex-jogador por participar da transmissão televisiva "Ballando con le stelle" ("Dançando com as estrelas", na tradução livre) foi retido.

Em junho de 2006, durante uma manifestação beneficente em Nápoles, a polícia tributária italiana parou o argentino e o levou até a delegacia, onde foram apreendidos dois relógios Rolex de ouro. Três anos depois, a polícia tributária também encontrou Maradona em um hotel na cidade de Merano e lhe tomou um brinco no valor de 4 mil euros. A jóia foi vendida em leilão por 25 mil euros. No início da semana, o advogado de Maradona anunciou ter definitivamente vencido a batalha contra a receita italiana, mas o governo não confirmou a notícia.

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