"Ele precisa que os jogadores deem opção para que ele faça lançamento, dê o drible e passe em profundidade com muita maestria", diz técnico sobre o chileno

A vitória de quinta-feira sobre o São Bernardo, dono da pior campanha no Campeonato Paulista, serviu para ratificar uma impressão que Gilson Kleina já tinha. Com Valdivia mais perto da plenitude física, o técnico acredita que encontrou no Palmeiras dois jogadores com característica para fazer o chileno brilhar: Maikon Leite e Vinicius.

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Valdivia comemora com Vinicius gol do Palmeiras
Gazeta Press
Valdivia comemora com Vinicius gol do Palmeiras

"O Valdivia é um jogador de articulação, organização. Ele precisa que os jogadores deem opção para que ele faça lançamento, dê o drible e passe em profundidade com muita maestria. Nada melhor do que duas características ao extremo. O Vinicius e o Maikon caem na diagonal, e ele faz os passes", disse o treinador.

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Diante do Bernô, o meia até balançou as redes no triunfo por 3 a 0 no Pacaembu. O 4-3-3 também beneficiou Barcos, autor dos outros dois gols na partida. Mas os elogios ocorreram para Vinicius e Maikon Leite, por se esforçarem para atrapalhar a saída de bola adversária, como exige o comandante.

"Essa volta minha e do Maikon Leite tem que acontecer porque senão perdemos quatro homens na marcação. Se não fizermos isso, quebramos o esquema", concordou Vinicius. "Fomos muito felizes mudando essa tática. Esperamos que continue dando certo. Se depender de mim, teremos muita vontade para marcar", prometeu.

Um empenho que, para Kleina, também é efeito da presença de Valdivia. "Ser competitivo é do sangue do Valdivia. O importante é que tem recurso impar, mas o fato de ele competir e dar o carrinho transcende ao companheiro por saber que ele está fazendo algo que, de repente, não faz em sua característica. Jogadores com experiência passam exemplo positivo."

E Vinicius é mesmo fã do camisa 10. "O Valdivia é demais. Um cara que sempre elogiei pela pessoa e pelo amigo que sempre foi para mim. Infelizmente, teve uma fase em que se machucou muito, não conseguia jogar. Mas essa parte tática se sentiu à vontade, e também ficou feliz por ter feito gol e jogado bem", falou o atacante.

Palavras que contrastam com o início de temporada do chileno. O meia voltou das férias com quatro dias de atraso, alegando que estava terminando um trabalho especial em uma clínica de Santiago para evitar as lesões musculares nesta temporada. Acabou multado e irritando Gilson Kleina.

Além de repreensão pública, o técnico afirmou que "passavam demais a mão na cabeça de alguns jogadores". Mas hoje o discurso é outro. "Não tem tratamento especial para A ou B. todos são importantes. Se você trabalha sempre com a razão e a verdade, por mais que ela doa, cicatriza", comentou Kleina.

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