Presidente recém eleito do Palmeiras se recusou a manter o acordo firmado entre o seu antecessor, Arnaldo Tirone, e o meia argentino

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras
Gazeta Press
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras

Em uma semana na presidência do Palmeiras , Paulo Nobre ainda não teve a exata noção da condição financeira do clube. Ele já está ciente, porém, de que a situação é bastante preocupante, a ponto de ser necessário fazer escolhas contestadas por parte da torcida. Como, por exemplo, a recusa a manter o acordo firmado entre seu antecessor, Arnaldo Tirone, e Riquelme, que considerou uma irresponsabilidade.

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"Vender o almoço para pagar o jantar, essa é a nossa situação", disse Nobre ao SporTV . "Precisa mudar a maneira de se administrar o clube. Acabar com todas as dívidas, só milagre. Pode acontecer de vender jogadores por quantias astronômicas, mas você não pode contar com o ovo na barriga da galinha."

O projeto do dirigente é fazer pesquisas que comprovem a força do clube para buscar novas fontes de receitas, visando principalmente aproveitar o poder de consumo dos torcedores. Mas isso não seria suficiente para trazer um ídolo do Boca Juniors conhecido mundialmente, como Riquelme.

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"Se você tem cotas vendidas no marketing para trazer, tudo bem, mas não trazê-lo e depois ver como pagar não é a nossa política. Imaginar que fazer relógio, boné e camisa camiseta com o nome ‘Riquelme’ com 50% para o jogador e os 50% do Palmeiras usados para bancar o salário dele seria uma grande irresponsabilidade", apontou.

Entrevistas do meia após a recusa do Palmeiras também convenceram Nobre de que o argentino não estava tão animado quanto dizia Tirone. "Estar magrinho não significa estar em forma. Ele não joga desde julho e declarou que não sente saudade nenhuma dos gramados. Será, então, que estava tão motivado assim?", indagou. "E o Gilson Kleina não chegou para mim e falou: ‘o Riquelme é fundamental para o meu trabalho, se trouxer fecho o elenco’. Não vi o técnico superentusiasmado", completou.

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De acordo com o presidente, o clube gastaria R$ 6 milhões por temporada em salários com Riquelme, que exigia um contrato de dois anos. Se atuasse em 60% dos jogos do time até dezembro de 2014, o vínculo seria automaticamente prorrogado por mais um ano. Em vez de gastar isso com um jogador de 34 anos, parado há sete meses, Nobre prefere contratar dirigentes para estruturar o clube.

"Reestruturar um transatlântico como o Palmeiras requer contratar profissionais. No primeiro momento, isso é só custo, mas vai virar receita mais para frente. Não é só o Brunoro, são vários contratados para reestruturar a Sociedade Esportiva Palmeiras como um todo. Com toda a profissionalização que estou trazendo, não tinha a menor condição de trazer um jogador nas condições do Riquelme", falou Nobre.

*Com Gazeta

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