Atacante ouve o treinador, mas não participa de atividade com os companheiros e pode definir a sua saída do clube

Luan, atacante do Palmeiras
AFP
Luan, atacante do Palmeiras

O último ato de Luan no Palmeiras pode ter sido uma reunião para intensa conversa com todo o elenco nesta segunda-feira. No dia seguinte à derrota para o Penapolense, no Pacaembu, Gilson Kleina falou por cerca de 15 minutos a todos os seus comandados, incluindo o atacante, que está perto de definir sua saída.

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Durante todo o papo do técnico com os atletas, o camisa 11, posicionado atrás da maioria dos colegas, roeu as unhas. Quando o grupo dispersou, o treinamento começou, mas sem Luan, que seguiu para a parte interna da Academia de Futebol, ficando fora da atividade mesmo tendo atuado só por cerca de 15 minutos no jogo de domingo.

Está marcada para o fim da tarde desta segunda-feira uma reunião na qual o diretor executivo José Carlos Brunoro quer definir o destino de Luan. O empresário do jogador, o ex-atacante Magrão, estará no encontro, do qual devem participar também o presidente Paulo Nobre, o técnico Gilson Kleina e o próprio atleta.

Luan nem participou do coletivo na sequência, apesar de João Denoni, Patrick Vieira e Vinicius, que atuaram por mais tempo do que ele no domingo, terem treinado normalmente - Valdivia, que foi para a fisioterapia para lidar com dores no tornozelo esquerdo, foi outro que ficou fora, além dos titulares, que realizaram trabalho de recuperação física.

No dia 20, na estreia do time no ano, Luan foi intensamente insultado no empate por 0 a 0 com o Botafogo, no Pacaembu, e disse estar de "saco cheio" dos torcedores palmeirenses. Foi para o banco e, nas duas partidas seguintes, marcou dois gols, sendo inclusive defendido pela maioria dos presentes na derrota para o Penapolense nesse domingo - só a principal torcida organizada o xingou.

Apesar da manifestação de apoio, o staff do jogador o quer fora do Verdão. Magrão já alegou ter uma proposta do Fluminense e Brunoro, que se reuniu com o empresário na sexta-feira, confirmou interesses de Atlético-MG, Cruzeiro e Inter pelo atacante, mas ainda sem nada formal apresentado.

Com o elenco ainda mais enxuto pela saída de Mazinho para o futebol japonês nesta segunda-feira, a intenção da diretoria é fazer uma troca em vez de receber dinheiro emprestado Luan. O Atlético-MG chegou a oferecer o meia-atacante Nikão, enquanto o Inter quer ceder o volante Josimar, mas Kleina quer mais, pois considera Luan em nível superior a eles.

No Palmeiras desde 2010, Luan nunca foi aprovado pela maior parte da torcida, sendo seguidamente vaiado. Mesmo assim, sempre esteve entre os preferidos de Luiz Felipe Scolari, que viu seu pedido ser atendido com o pagamento de R$ 7 milhões pelo jogador ao Toulouse, da França, em 2011. Os xingamentos de 20 de janeiro, porém, parecem ter sido o limite para o atacante.

*Com Gazeta

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