Com o sonho de chegar longe no Paulistão e enfim voltar à elite nacional, o time investiu em nomes conhecidos

Aos 40 anos, Rivaldo é a estrela do São Caetano
Gazeta Press
Aos 40 anos, Rivaldo é a estrela do São Caetano

Entre outras surpresas, a Copa João Havelange de 2000 mostrou ao País um time que havia sido fundado apenas 12 anos antes e aproveitou a confusão do regulamento para ser vice-campeão nacional. Vice no ano seguinte de novo, agora com o Brasileirão nos mesmos moldes dos anos anteriores, o São Caetano escreveu o capítulo mais importante de sua história em 2002, ao se sagrar vice-campeão da Libertadores perdendo para o Olímpia na decisão por pênaltis.

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Naquela oportunidade, o segundo jogo da decisão continental foi realizado no estádio do Pacaembu e contou com sua lotação máxima, mesmo com o número ainda reduzido de torcedores do Azulão. Amantes de outros clubes do Estado foram apoiar o modesto time do ABC Paulista, que tenta repetir o mesmo projeto 11 anos depois, trazendo seu próprio torcedor de volta ao estádio Anacleto Campanella e torcendo para que seja novamente popular.Quinto colocado da Série B do Campeonato Brasileiro de 2012, o São Caetano tenta repetir 2004, quando foi campeão paulista sob o comando de Muricy Ramalho, nesta temporada. Com o sonho de chegar longe no Paulistão e enfim voltar à elite nacional, o time investiu em nomes conhecidos: o primeiro foi Jóbson, emprestado pelo Botafogo, depois o pentacampeão Rivaldo, e por último o goleiro Fábio Costa, cedido até o final do ano pelo Santos.

Último a ser apresentado no estádio Anacleto Campanella - e provavelmente último reforço do Azulão para 2013 -, o goleiro de 35 anos confia que o time de Silvio Luiz, Dininho e Adhemar pode reviver sua série de glórias e alta popularização neste ano. Para Fábio Costa, o exemplo deve ser o Santos, que foi campeão nacional em 2002 e renovou sua torcida com os ídolos Diego e Robinho.

"O São Caetano viveu momentos áureos há uma década e tem tudo para ter de novo agora. O clube aumenta sua torcida a partir dos pequenos torcedores, e posso falar porque vivi isso no Santos. A torcida era bem menor do que hoje, porque são os ídolos que trazem torcedores para o clube", analisou Fábio Costa sem, no entanto, menosprezar a capacidade de mercado do São Caetano, que só perdeu Augusto Recife e Marcelo Costa, ambos para o Joinville, do plantel da última temporada.

Fábio Costa tem 35 anos de idade, contra 24 de Jóbson e 40 de Rivaldo, que chega para ser o nome de experiência da equipe dirigida pelo técnico Aílton Silva, apenas seis anos mais velho que o provável camisa 10: "Vem sendo feito um trabalho desde o ano passado, quando o São Caetano bateu na trave para voltar. É com credibilidade da diretoria, administração séria e jogadores comprometidos com a causa do clube que vamos alcançar os objetivos, trazer e renovar a torcida".

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