Em entrevista ao site da Fifa, o atacante argentino ainda falou sobre a má temporada passada que o Barcelona fez

Nesta quarta-feira, Lionel Messi supreendeu, fugiu do discurso politicamente correto habitual e deu uma série de declarações incivisivas em entrevista ao site da Fifa. Perguntado sobre vários assuntos, o atacante não se esquivou de opinar sobre o Brasil, a melhora da seleção argentina e o ano de 2012 decepcionante do Barcelona.

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O atacante fez questão, por exemplo, de comemorar os três gols que marcou contra a seleção brasileira, em vitória conquistada pela Argentina por 4 a 3, em julho. "Todos os gols são especiais, mas, pela maneira como saíram e contra o adversário que foi, embora se tratasse de um amistoso, foram mais do que especiais", explicou.

Messi em ação pela seleção argentina
Getty Images
Messi em ação pela seleção argentina

Para ele, o triunfo sobre o Brasil foi um dos exemplos da melhora pela qual a Argentina vem passando no último ano e meio, com a troca do técnico Sergio Batista por Alejandro Sabella. "A seleção em si mudou. Para que as coisas saiam bem, depende de todos, não de um único jogador. E não é que as coisas não estavam dando certo apenas para mim: a seleção é que não estava bem como um todo, por vários motivos", disse.

"Mas, a partir do momento em que começamos a ganhar, os resultados mudaram e tudo ficou mais fácil. Os torcedores estão do nosso lado, a imprensa já não é tão crítica e aí é possível trabalhar de outra maneira, com tranquilidade. Além disso, os adversários começam a ter mais respeito", completou Messi.

O mesmo entusiasmo Messi não mostrou quando o assunto foi o Barcelona. Apesar de o próprio atacante ter batido uma série de recordes com a camisa do clube, ele admitiu que a temporada, pelo menos até aqui, foi decepcionante para a equipe catalã - em 2012, o Barça venceu apenas a Copa do Rei. "Creio que em geral foi um ano bom para mim, embora quisesse ter conquistado mais títulos com o Barcelona", afirmou.

No ano passado, Messi marcou 91 gols, superando de maneira inédita os 85 anotados por Gerd Müller, em 1972. O argentino também venceu pela quarta vez seguida a Bola de Ouro, prêmio de melhor jogador do mundo dado pela Fifa, marca inédita até então, além de ter quebrado uma série de recordes menores.

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