Kleina descarta punição pesada e quer Valdivia como referência no Palmeiras

Por Gazeta |

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"Quero resgatar o futebol dele. Precisamos disso. Ele tem que ser referência, um exemplo", disse o treinador sobre o meia chileno

Gilson Kleina ainda não aceitou a falta de Valdivia nos quatro primeiros dias da pré-temporada, tanto que já pediu que parem de "passar a mão na cabeça do atleta". Mas a punição ao jogador não passará da multa aplicada pela diretoria. Ciente da falta de opções na posição do chileno, o técnico colocará o meia como titular quando tiver condições e diz sentir no camisa 10 vontade de se recuperar. Por isso, promete ajudá-lo.

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Valdivia voltou a treinar no Palmeiras na segunda-feira, após atraso que irritou a diretoria

"Queremos o Valdivia participativo, e tenho certeza de que ele vai dar resposta. Pelo pouco que converso com ele, me passa lealdade, isso representa o que queremos", comentou, usando o mesmo discurso adotado pelo meio-campista como solução para diminuir tantas polêmicas: enfim ser mais frequente em campo.

Leia mais: "Precisam parar de passar a mão na cabeça do Valdivia", diz Kleina

"Temos que começar a rotular e ver coisas positivas no Valdivia, mas isso só vem com a resposta em campo. Não estou aqui para ir contra qualquer jogador, mas para fazer o melhor por eles. No futebol, o treinador faz a melhor preparação, mas não executa", disse Kleina, reiterando a responsabilidade do comandado.

Para isso, o comandante tenta convencer o astro de que não basta estar motivado só para os jogos. "Quero resgatar o futebol dele. Precisamos disso. Ele tem que ser referência, um exemplo de felicidade e alegria não para os jogos, mas para os treinamentos", afirmou. "O companheiro tem que olhar para o lado e dizer que há um jogador que participou de Copa do Mundo. Ele é merecedor do que conquistou".

Veja ainda: Riquelme precisa provar a Gilson Kleina que está bem fisicamente

Até por falta de opções, o treinador é obrigado a ‘engolir’ a última indisciplina do chileno, que alegou ter se apresentado no quinto dia da pré-temporada para concluir trabalho de preparação física iniciado nas férias em clínica chilena.

"Tenho ética, escuto qualquer profissional. Se tem uma situação que vai melhorar, saberemos usá-la. Mas não pode chegar dizendo que fez exames e está apto. O Palmeiras é o nosso pagador, o nosso comandante, e tenho que preservar muito essa imagem", reiterou.

Embora admita evolução física em Valdivia, e o próprio jogador já se colocar à disposição para a estreia no Paulista, no dia 20, contra o Bragantino, Kleina é mais cauteloso. "Quero ver seu avanço. Não quero ir contra o futebol vistoso e técnico que pode definir para nós, mas tenho que analisar se está correspondendo. Será que teremos a transição e uma retomada correta? Não vou escalá-lo só por escalar", avisou.

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