Pesquisa realizada pela revista FoufFourTwo com 100 atletas tratou temas polêmicos, como racismo, homossexualidade e manipulação de resultados

A primeira edição de 2013 da tradicional revista britânica FourFourTwo promete levantar muitas polêmicas no futebol do Reino Unido. A publicação entrevistou de forma anônima 100 jogadores das quatro divisões do futebol inglês e da Premier League escocesa e levantou uma série de informações e opiniões sobre temas polêmicos como uso de drogas, doping, manipulação de resultados, racismo e homossexualidade.

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O dado mais alarmante - e mais destacado - na reportagem é sobre o uso de drogas. Metade dos entrevistados afirmou que os jogadores profissionais fazem uso de drogas recreativas, principalmente a cocaína. O motivo seria a rápida saída da substância do organismo. "Eu testemunheim o uso entre colegas de times e jogadores de outras equipes. Não posso acreditar que isso aconteça, mas definitivamente acontece^, disse um meia da League One, a Segundona inglesa.

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Em relação ao uso de substâncias dopantes (cocaína, embora seja proibida, não traz ganho de rendimento), 13% dizem acreditar no uso e 19% preferiram não responder. "Porque não aconteceria? O que acontece no resto do mundo se reflete no esporte", diz um jogador da Premier League.

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Sobre a manipulação de resultados, 14% dos entrevistados afirmaram ainda ser um problema. Um zagueiro da terceira divisão diz nunca ter recebido uma proposta diretamente, mas afirmou ter recebido uma "dica" para apostar no resultado de um jogo que estaria arranjado.

Balotelli (direita) e Yaya Touré teriam sido vítimas de racismo, segundo o Manchester City
AP
Balotelli (direita) e Yaya Touré teriam sido vítimas de racismo, segundo o Manchester City

As opiniões se dividem bastante quando o assunto são os crimes de preconceito. Mais de um quarto dos jogadores dizem ter presenciado episódios de racismo, e a mesma porcentagem aposta que um atleta assumido como homossexual seria excluído do convívio com os companheiros de time e adversários. No entanto, 62% apostaram que um jogador gay não seria tratado de forma diferente de todos os outros.

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