"Na idade dele eu também era assim, tinha as mesmas dificuldades. Fui evoluindo pegando grandes treinadores como o Telê, por exemplo", disse o ex-jogador do Palmeiras

Euller se despediu dos gramados atuando pelo América-MG, em 2011
Agência Minas/Divulgação
Euller se despediu dos gramados atuando pelo América-MG, em 2011

Em junho de 2011, Euller gostou das comparações com o então recém-contratado Maikon Leite. E se mantém apoiando o atacante do Palmeiras mesmo com as más atuações na campanha do rebaixamento do time no Brasileiro. Para o ex-jogador, o atual camisa 7 do Verdão precisa de ajuda para raciocinar em vez de se limitar a dar arrancadas.

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"Ele tem uma característica rara no futebol brasileiro: a velocidade. É obvio que quem tem velocidade tem uma dificuldade maior de se pensar. Quando se trata de garoto novo, vai dificultar mais ainda. Por isso, a necessidade de estar sempre conversando e orientando para que possa mudar cada vez mais as suas características", apontou Euller.

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O ex-atleta se vê em Maikon Leite. "Na idade dele eu também era assim, tinha as mesmas dificuldades. Fui evoluindo pegando grandes treinadores como o Telê, por exemplo", comentou Euller, comandado por Telê Santana em sua passagem pelo São Paulo, quando ganhou o apelido de "Filho do Vento".

Maikon Leite, atacante do Palmeiras
Gazeta Press
Maikon Leite, atacante do Palmeiras

Mas Euller tinha uma carreira mais vitoriosa do que Maikon Leite àquela altura. Aos 24 anos, o ex-jogador já tinha se destacado na campanha do vice-campeonato do São Paulo na Libertadores de 1994 e conquistado o Mineiro de 1995 pelo Atlético-MG, enquanto Maikon Leite foi reserva em todos os seus títulos de primeira divisão: a Copa do Brasil de 2012, pelo Palmeiras, e os Paulistas de 2010 e 2011, a Copa do Brasil de 2010 e a Libertadores de 2011, pelo Santos.

Apesar dos currículos diferentes, foi exatamente na comparação com o atacante campeão da Libertadores de 1999 e do Torneio Rio-São Paulo de 2000 pelo Palmeiras que Luiz Felipe Scolari solicitou, há quase dois anos, a contratação de Maikon Leite. Mas o jogador vindo do Santos não vingou e, nas últimas semanas do técnico no clube, chegou a ser acusado de fazer "corpo mole", inventando lesão para não ajudar o time.

De longe, Euller, que fez estágio com Felipão no Verdão para ser técnico, pede calma. "O Maikon Leite é um garoto novo. Ele precisa ser bem orientado. Orientando-o, ele tem tudo para poder ser um grande jogador, importantíssimo para o Palmeiras principalmente agora na Série B", apostou o ex-atacante, um dos principais nomes no acesso do América-MG à primeira divisão nacional em 2010.

A esperança do aposentado jogador é ver Maikon Leite acertando os passes e, principalmente, as finalizações para diminuir os erros que tanto irritam os palmeirenses. Euller valorizou ainda mais como é ser aclamado pela torcida ao participar do jogo de despedida de Marcos, no último dia 11. "Foi maravilhoso. Fico arrepiado de emoção porque realmente é bacana", contou.

*Com Gazeta Esportiva

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