Entidade começou o repasse com R$ 8 mil, porém atualmente a quantia é de R$ 50 mil. Teixeira chegou a 'doar' R$ 100 mil antes de sua saída para acalmar ânimos de rebeldes

Desde 1993, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) distribui ajuda financeira às 27 federações estaduais e assim consegue manter o apoio irrestrito de suas afiliadas. A prática foi definida como 'mensalinho' pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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Ricardo Teixeira repassava o 'mensalinho' às federações desde 1993, segundo o jornal
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Ricardo Teixeira repassava o 'mensalinho' às federações desde 1993, segundo o jornal

A contribuição da entidade às federações começou com o valor de R$ 8 mil, em 1993, na gestão de Ricardo Teixeira. Na época, as afiliadas tinham a obrigação de divulgar a distribuição de gastos. Atualmente, sob o comando de José Maria Marin, o repasse é de R$ 50 mil, sem a necessidade de detalhar o uso do montante.

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De acordo com a publicação, somente as federações do Sergipe, Maranhão, Paraná, Piauí, Espírito Santo, Ceará e Amazonas discriminam o valor em seus balanços, enquanto a Gaúcha é a única que recusa o 'mensalinho'. 

Além do valor fixo de R$ 50 mil, a entidade faz outros tipos de 'doações' e 'repasses' às afiliadas. Dessa forma, o aporte representou 89% da receita total da federação sergipana no ano passado. Assim, de R$ 1,21 milhão recebido, R$ 1,1 mi veio da CBF. A paranaense foi a que mais recebeu o maior valor: R$ 1,2 milhão.

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A ajuda financeira vinda da entidade afaga possíveis rebeldias das afiliadas. No começo deste ano, quando surgiram boatos sobre a saída de Ricardo Teixeira, as federações de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal queriam uma nova eleição para a presidência da CBF. Teixeira garantiu a distribuição de R$ 100 mil para cada uma, chamou o ato de "participação nos lucros" e acalmou os ânimos. 

O último ato do ex-presidente deu tranquilidade para Marin assumir na figura de vice mais vellho, sem a necessidade de eleições para a presidência.

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