Brasil sofre no fim e é tricampeão com empate suado contra Dinamarca

Sem contar com Marta, lesionada, seleção ficou com título do Torneio Internacional Cidade de São Paulo graças à vantagem obtida na primeira fase

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Andressa deixou sua marca na vitória do Brasil

A seleção brasileira tinha tudo para conquistar uma vitória tranquila nesta quarta-feira. Contudo, o título do Torneio Internacional Cidade de São Paulo saiu após muita luta. A equipe sofreu um grande susto nos minutos finais da partida e, depois de empatar por 2 a 2 com a Dinamarca, no Pacaembu, ficou com o tricampeonato graças à vantagem obtida na primeira fase da competição.

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Sem contar com Marta, lesionada, o Brasil abriu dois gols de vantagem com Andressa e Fabiana Baiana. O resultado estava praticamente assegurado até os 38 do segundo tempo. Rasmussen descontou de pênalti e, aos 42, Sofie Pedersen deixou tudo igual. A goleira Andreia ainda precisou praticar um milagre nos acréscimos para evitar o revés que poderia tirar o troféu das meninas comandadas por Márcio Oliveira.

Mesmo com o empate, o tima canarinho se tornou campeão por ter terminado a primeira fase da competição na liderança, com seis pontos. O Brasil estreou com uma goleada por 4 a 0 sobre Portugal e sucumbiu diante das mexicanas na segunda rodada: derrota por 2 a 1. No último domingo, a equipe venceu a própria Dinamarca por 2 a 1 e chegou à final como favorita.

Em primeiro lugar, a seleção deixa a Dinamarca em segundo e não influencia no restante da tabela de classificação. Antes de a decisão ter início, o México venceu Portugal por 2 a 0 e ficou com a medalha de bronze do torneio amistoso.

O Jogo

A necessidade de vencer a partida para ficar com o título não estimulou a Dinamarca a buscar o ataque. O time europeu jogou apenas no erro brasileiro e soube administrar as suas investidas para manter o placar zerado no início do confronto. Com chutes e cabeçadas sem direção, Érika, Luana e Andressa não assustaram a goleira Petersen e nem empolgaram a torcida nas arquibancadas.

A camisa 1 dinamarquesa só praticou a sua primeira defesa aos 22 minutos de jogo. Após falta dura cometida pela capitã Katrine Pedersen, a defensora Bruna Benites soltou a bomba de muito longe e obrigou Petersen a espalmar a bola em seu canto direito. Já a goleira Andréia só assistiu ao jogo e não foi exigida em nenhuma oportunidade.

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Érika protege a bola da marcação dinamarquesa

A superioridade ofensiva apresentada pela Seleção e a grande atuação de Fabiana Baiana na lateral direita foram recompensadas aos 29 minutos. Carrasca das dinamarquesas, Érika desmontou a zaga com um passe de calcanhar e Fabiana Baiana só não balançou as redes porque foi empurrada dentro da área. Após alguns segundos de indecisão, a árbitra foi alertada por sua assistente e marcou o pênalti convertido por Andressa.

A vantagem no placar não interferiu no comportamento brasileiro e tornou as chegadas ao ataque ainda mais frequentes. Aos 36 minutos, Poliana decidiu mostrar serviço e abriu espaço antes de chutar para o gol. O tiro buscava o ângulo direito de Petersen, mas saiu direto pela linha de fundo. A meio-campista ainda tentou a sorte em um escanteio, aos 41, e quase marcou após a goleira europeia espalmar a bola em cima de sua cabeça.

As constantes chegadas ao ataque serviram para manter a autoconfiança do time brasileiro no segundo tempo. Logo aos três minutos, Fabiana Baiana recuperou a bola após falha da defesa e partiu em velocidade para o ataque. Ao ficar sozinha com a goleira, a jogadora teve tranquilidade para tocar em sua saída e estufar as redes sem qualquer dificuldade.

Ao contrário do primeiro tempo, a goleira Andréia precisou trabalhar logo após o segundo gol de sua equipe. Após um tiro de fora da área de Christiansen, aos oito minutos, a camisa 1 espalmou para trás e conseguiu se recuperar no reflexo. A resposta brasileira veio apenas aos 13, em chute de Débora defendido por Petersen.

A nova conclusão brasileira não apagou os lampejos de ousadia das dinamarquesas. Em novo chute de fora da área, Andréia precisou se esticar toda para não sofrer o gol por cobertura. A Seleção não se apequenou diante da investida e obrigou Petersen a fazer outras duas grandes defesas. Aos 20, Poliana chutou da direita e parou nas mãos da arqueira. Já aos 21, Fabiana Baiana arrematou da esquerda e parou nos pés da europeia.

A tranquilidade que pairava sobre a vitória nacional foi quebrada em um lapso da defesa mandante. Aos 38 minutos, a árbitra apontou pênalti para as dinamarquesas e trouxe uma leve tensão ao time canarinho. Após Rasmussen descontar para as europeias, Márcio Oliveira pediu tranquilidade para a suas comandadas e não foi atendido. Em nova investida pela direita, aos 42, a própria Rasmussen lançou na área e Sofie Pedersen testou firme para as redes. Antes do apito final, Andréia operou um milagre embaixo das traves para garantir o empate e o tricampeonato nacional.

FICHA TÉCNICA -  BRASIL 2 X 2 DINAMARCA
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 19 de dezembro de 2012, quarta-feira
Horário: 20h50 (de Brasília)
Árbitra: Regildênia de Holanda Moura (BRA)
Público: 2.871
Renda: R$ 19.235,00
Assistentes: Maria Nubia Ferreira Leite e Renata Ruel Xavier de Brito (ambas do BRA)
Cartões Amarelos: Bruna Benites (Brasil); Katrine Pedersen, Line Jensen (Dinamarca)

GOLS:
BRASIL: Andressa, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Fabiana Baiana, aos três minutos do segundo tempo
DINAMARCA: Rasmussen, aos 38 minutos do segundo tempo, e Sofie Pedersen, aos 42 do segundo tempo

BRASIL: Andréia; Fabiana Baiana, Daiane Bagé, Bruna Benites e Andressa (Danielli); Fran, Poliana, Luana e Érika (Rosana); Débora (Andressa Cavalari) e Giovânia (Cristiane)
Técnico: Márcio Oliveira

DINAMARCA: Petersen; Janni Jensen, Line Jensen (Karoline Nielsen), Hansen e Theresa Nielsen; Katrine Pedersen, Rykaer (Christiansen), Sofie Pedersen, Rasmussen e Kristine Pedersen (Sanne Nielsen); Petersson (Harder)
Técnico: Kenneth Heiner-Moller

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