Ídolo palmeirense diz estar no papel de um torcedor comum e espera por contratações no clube no mês de dezembro

Aposentado de vez dos gramados, o ex-goleiro Marcos tem tempo de sobra para se dedicar exclusivamente à torcida pelo Palmeiras . O ex-jogador reconheceu que o clube não precisa mais dos seus milagres, e sim de uma diretoria comprometida em investir pesado para afastar a crise desencadeada com a queda para a Série B.

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"O Palmeiras não precisa de milagre, não. O time precisa de jogador. Com o fim da minha carreira, eu vejo o clube como torcedor comum e a gente espera dezembro para ver as contratações chegando", alfinetou Marcos, que ainda revelou uma série de cobranças feitas ao gerente de futebol César Sampaio. Segundo o ex-goleiro, os convidados de seu jogo de despedida, realizado na última terça-feira, não se acanharam em pedir novos reforços ao atual dirigente.

"Todos que estavam neste meu jogo de despedida fizeram muita pressão em cima do Sampaio lá nos vestiários. Essa coisa de milagre não existe. O Palmeiras precisa é de personalidade. Este ano, por exemplo, nós não tínhamos um time para ficar na Série A e fomos parar na segunda divisão por falta de personalidade", emendou.

Esta não foi a primeira vez que Marcos fez críticas públicas ao modo como a diretoria do Palmeiras se portou após o rebaixamento. Ao longo de seus treinamentos na Academia de Futebol, na última semana, o ex-goleiro concedeu uma coletiva bem-humorada e questionou a falta de dinheiro alegada pelo presidente Arnaldo Tirone no mercado de transferências.

"Fico preocupado quando falam que não tem dinheiro. Meu Deus, como todos contratam e nós não temos dinheiro?", disse, à época. Após as críticas feitas por Marcos, o Palmeiras acertou a vinda do goleiro Fernando Prass, que rescindiu contrato com o Vasco por questões salariais. Além do arqueiro, o time já confirmou a vinda do lateral direito Ayrton e a renovação de contrato do jovem Fernandinho.

Mesmo com tantas complicações enfrentadas nos bastidores do clube, Marcos admitiu que sentirá falta do conturbado ambiente de trabalho. "O Palmeiras tem todos os seus problemas e desorganização. Mas eu me sinto honrado de ter jogado aqui. Foi o time que me deu tudo e fiz grandes amigos. Eu também tive essa torcida maravilhosa ao meu lado e só tenho a agradecer por ter vestido apenas esta camisa e a da seleção na minha carreira", encerrou.

*Com Gazeta

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