Obra conta com depoimentos de jogadores que estiveram presentes no Estádio Sarriá, na derrota para a Itália por 3 a 2

Falcão, ex-jogador da seleção brasileira
Divulgação
Falcão, ex-jogador da seleção brasileira

Paulo Roberto Falcão lança em São Paulo, nesta quinta-feira, em um evento exclusivo para jornalistas, seu livro relembrando a amarga desclassificação para a Itália na Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha. Em 82: O Time que Perdeu a Copa e Conquistou o Mundo , o ex-meio-campista mostra os motivos que culminaram na queda da seleção nas quarta de final da competição, em uma das edições do torneio em que o elenco brasileiro era um dos favoritos a conquistar o título.

Deixe seu recado e comente a notícia com outros torcedores

Waldir Peres; Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates; Serginho e Éder era o time brasileiro que sucumbiu diante da Azzurra , que teve como destaque Paolo Rossi. Comandada por Telê Santana, a seleção brasileira encantava o mundo inteiro com a forma de jogar e o talento apresentado em suas partidas.

O livro conta com depoimentos de jogadores que estiveram presentes no Estádio Sarriá, em Barcelona, naquela ocasião, em uma tentativa de demonstrar os fatores que levaram a equipe à derrota. Também estão presentes na obra 20 crônicas escritas pelo próprio Falcão, na Espanha, na época da Copa, contando os bastidores e todo o sentimento que girava em torno de uma disputa como aquela.

Derrotas que são lembradas mais do que algumas vitórias. Isso é o que pode definir a derrota de 82 e é o que o narrador Galvão Bueno expressa em uma frase também presente no livro. "Não aceito e jamais aceitarei que a tragédia do Sarriá possa ter transformado essa fantástica seleção em um grupo de perdedores. Perderam um título, mas ganharam um lugar na história."

O prefácio da obra conta com o depoimento do protagonista da festa italiana e da decepção brasileira. Responsável pelos três gols que determinaram a derrota verde e amarela, Paolo Rossi comenta a importância daquela partida. "Naquele dia, eu me sentia forte como um leão e leve como uma gazela; três gols, prova soberba. O primeiro gol foi o mais importante de toda a minha carreira. Eu o recordo como o mais retumbante de minha vida. Finalmente, havia vencido um bloqueio; experimentei uma sensação libertadora; estavam se abrindo as portas do paraíso", afirmou o carrasco do Brasil.

Na ocasião em que as duas equipes se encontraram, o Brasil era a única seleção que tinha 100% de aproveitamento na competição. A segunda fase era composta de quatro grupos com três times cada. Na mesma chave, Brasil e Itália venceram a Argentina. Pelo saldo de gols, um simples empate garantiria os brasileiros na semi, mas a equipe não contava com a atuação de Paolo Rossi.

*Com Gazeta

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.