Valdivia vira exemplo e razão para busca de reforços "comprometidos"

Nas rodadas finais do Brasileiro, o presidente Arnaldo Tirone chegou a dizer que negociar o jogador chileno é uma das prioridades para 2013

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Dos 15 jogos em que esteve à frente do Palmeiras, Gilson Kleina pôde escalar Valdivia em apenas quatro. E logo constatou quanto as constantes ausências do meia irritam o elenco ao ver o capitão Marcos Assunção precisa ser contido para não bater no chileno em meio ao esforço da equipe para escapar do rebaixamento. Por isso, o técnico já avisa que só aceitará atletas comprometidos na próxima temporada.

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Publicamente, o técnico fala em "resgatar o futebol de Valdivia", mas nem a diretoria faz mais força para manter o camisa 10, por quem o clube recusou uma proposta superior a R$ 10 milhões há cinco meses. Nas rodadas finais do Brasileiro, o presidente Arnaldo Tirone chegou a dizer que negociar o jogador é uma das prioridades para 2013.

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Os discursos ainda são apaziguadores em relação ao atleta, que custará ao clube R$ 36 milhões no total da transação a ser pago até 2016 - ano seguinte ao do fim de seu contrato com a equipe. Mas existe um consenso internamente de que é quase impossível ele deixar de lado seu decepcionante desempenho nesta segunda passagem pelo time, iniciada em agosto de 2010.

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Valdivia, meia do Palmeiras

Líderes do elenco, que antes classificavam o camisa 10 como alguém "querido", também parecem cansados do chileno. Antes do jogo contra o Flamengo, que definiu o rebaixamento do Palmeiras, Marcos Assunção, símbolo de superação por entrar em campo mesmo com dores no joelho direito, esteve perto de agredir Valdivia ao lhe cobrar mais rapidez no tratamento de joelho esquerdo.

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Boa parte da torcida, que recebeu o armador como ídolo há dois anos e meio, também não tem mais paciência com ele. Na derrota para o Atlético-GO, última partida da equipe no Pacaembu nesta temporada, Valdivia foi um dos mais xingados, mesmo sem estar nem relacionado.

O técnico é outro que aparenta não crer no meia. Kleina se apresentou no Verdão dizendo gostar de Valdivia porque ele lhe causava preocupação como adversário. Mas logo em seu primeiro treino não pode tê-lo em campo, já que ele tratava de lesão muscular com o departamento de fisioterapia. E o encanto pelo chileno foi se desfazendo.

Em 6 de outubro, o meia machucou o joelho esquerdo e desfalcou o time nas dez rodadas que restavam no Brasileiro. Com poucas opções, o treinador lançou Patrick Vieira como titular e não se cansa de elogiar o atleta vindo da base palmeirense, mesmo após o rebaixamento. Prova de que Kleina não pensa mais em Valdivia - e o treinador ainda pede a contratação de um meia para 2013.

O ano de 2012, que pode ser o último do chileno no Palmeiras, teve outros casos que o aproximaram de sua saída do clube. Em junho, ele sofreu um sequestro relâmpago com sua esposa, que deixou o Brasil avisando nunca mais voltar a São Paulo. Valdivia primeiro disse que seguiria sua mulher, que está no Chile, alegou mudar de ideia após a conquista da Copa do Brasil, mas em julho já dava a entender que preferia ir ao mundo árabe, além de reforçar uma sondagem do Flamengo. Agora, nem Tirone, que o segurou, o quer mais.

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