Comitê organizador do torneio permitiu que jogadores do time do Egito façam homenagem aos torcedores mortos na tragédia de Port Said

Uma decisão unânime do Comitê Organizador do Mundial de Clubes da Fifa aprovou nesta quarta-feira o uso de uma tarja preta no braço de cada jogador do Al Ahly, possível rival do Corinthians nas semifinais. Trata-se de uma homenagem aos torcedores mortos no episódio que ficou conhecido como Tragédia de Port Said.

Em fevereiro, em uma briga na qual a política se misturou ao futebol, houve invasão de campo, perseguição a jogadores do Al Ahly, que jogava como visitante, e um grande confronto. Setenta e dois mortos e mais de mil feridos interromperam o Campeonato Egípcio e estão longe de ser superadas.

"Foi uma temporada de provação para a gente, perdemos 72 torcedores. A tragédia me afetou pessoalmente, sentimos que não estávamos mais jogando bola. A única coisa que nos carregou foi uma promessa feita às famílias das vítimas de ganhar a Liga dos Campeões Africana", contou o atacante Gedo.

A promessa foi cumprida com uma vitória sobre o Espérance, da Tunísia, na decisão. "Espero que ganhar o título tenha ajudado um pouco essas famílias, embora nada possa compensar a perda de um filho. Era o mínimo que poderíamos ter feito", acrescentou o artilheiro da equipe egípcia.

* Com Gazeta Esportiva

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