Ex-jogador morreu em 4 de dezembro de 2011, dia em que o Corinthians foi campeão brasileiro, e agora terá crônicas publicadas em livro

Em 2010, Sócrates foi um dos destaques do desfile da Gaviões da Fiel no carnaval paulistano
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Em 2010, Sócrates foi um dos destaques do desfile da Gaviões da Fiel no carnaval paulistano

Há exatamente um ano, Sócrates, ídolo do Corinthians, morria em São Paulo  em razão de uma infecção generalizada. A morte ocorreu no mesmo dia em que o time paulista se sagrou pentacampeão brasileiro. De lá para cá, o Corinthians conquistou a inédita Taça Libertadores e garantiu o direito de disputar o Mundial de Clubes da Fifa.

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Em homenagem ao ex-jogador, diversas manifestações surgiram nas redes sociais nesta terça-feira, poucas horas após torcedores corintianos lotarem o aeroporto de Cumbica para acompanhar o embarque do elenco rumo a Dubai, escala antes da chegada ao Japão, palco do Mundial.

Sócrates: Médico, craque, pai da Democracia Corintiana e artista

Além da homenagem dos corintianos na internet, Sócrates será lembrado no lançamento do livro “Sócrates, Brasileiro”, na próxima semana. A obra, que tem prefácio do jornalista Juca Kfouri, reúne crônicas escritas por ele e publicadas na revista Carta Capital.

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A publicação conta com oito capítulos, compostos por 87 textos de Sócrates, escritos a partir de 2001. Além do futebol, as crônicas também expõem suas ideias e posições sobre questões políticas. O jogador foi um dos principais articuladores da Democracia Corintiana, em meados dos anos 1980, e participou do movimento pelas Diretas Já.

O lançamento do livro acontece no dia 11 de dezembro, às 19h30, no Museu do Futebol, em São Paulo.

Veja fotos da carreira de Sócrates:


Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira nasceu em Belém, no Pará, no dia 19 de fevereiro de 1954. Conhecido pelo estilo clássico em campo, Sócrates foi revelado nos anos 70 com a camisa do Botafogo de Ribeirão Preto. 

No Parque São Jorge, encontrou as condições e os colegas ideais para o período que ficou marcado no clube como a Democracia Corintiana. Ao lado de Wladimir, Casagrande e Zenon, e com Adílson Monteiro Alves como diretor de futebol do clube, Sócrates tornou-se símbolo de uma época em que todos no clube, do roupeiro ao presidente, passando pelos jogadores, opinavam sobre as principais questões do time. 

Em 1979, Sócrates já era jogador do Corinthians. Ele virou ídolo do torcida do time paulista
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Em 1979, Sócrates já era jogador do Corinthians. Ele virou ídolo do torcida do time paulista

Convocado pelo técnico Telê Santana, foi um dos maiores nomes da inesquecível seleção brasileira da Copa de 1982. Encantou o mundo ao lado de Zico e Falcão, mas não escapou do estigma pela sofrida eliminação frente à Itália. Em 86, disputou sua segunda Copa e liderou a seleção ao lado de Careca. Porém, nova eliminação, desta vez para a França.

Dois anos antes, em 1984 Sócrates trocara o Corinthians pela Fiorentina, da Itália, mas não obteve sucesso. Jamais escondeu uma certa desconfiança de seus colegas de clube por conta de suposta manipulação de resultados. Retornou ao Brasil em 1985 para jogar no Flamengo, de Zico. Depois, ainda defenderia o Santos. Encerrou a carreira em 1989, no mesmo Botafogo que o revelou para o futebol.

Após pendurar as chuteiras, vivenciou o surgimento para o futebol de seu irmão Raí, que também começou no Botafogo-SP antes de se tornar um dos maiores ídolos da história do São Paulo. Além do futebol e da Medicina, Sócrates sempre mostrou proximidade com o mundo das artes. Foi compositor e cantor (chegou a grava disco), além de escritor e pintor.

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