"Ele (Marin) é gente boa. Por isso ele não me descartou, né?", disse o técnico do Santos

A escolha de Luiz Felipe Scolari como novo técnico da seleção brasileira foi anunciada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), na última quinta-feira. Um dos postulantes ao cargo quando Mano Menezes foi demitido, o técnico do Santos, Muricy Ramalho, elogiou a indicação de Felipão, campeão mundial em 2002 com o time canarinho, para o posto.

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O treinador santista destacou ainda que houve um erro na troca de Mano, mas que Luiz Felipe Scolari tem experiência de sobra para conduzir a equipe até a Copa do Mundo de 2014, que será realizada em território nacional.

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"Primeiro eu acho que houve um erro e, depois, um acerto. Um erro no que diz respeito a saída do Mano, que estava vivendo o seu melhor momento no trabalho. Uma reformulação não é fácil. Ele pegou o ‘osso‘, pois a Seleção tinha que se renovar, e quando você faz isso é difícil ter os melhores resultados logo no começo. O Mano fez o que deveria ter sido feito, achou 80% do time para o Mundial. Por isso, não concordei com a sua demissão. Mas, depois, vem o acero. A gente precisava de um treinador experiente, que é justamente o caso do Felipão", afirmou Muricy.

Muricy Ramalho, técnico do Santos
Alan Morici / Agência O Dia
Muricy Ramalho, técnico do Santos

Indagado sobre a versão apresentada pelo presidente da CBF, José Maria Marin, de que o Peixe já sofria demais com os períodos de ausência de Neymar na Seleção e que não gostaria de desfalcar o clube praiano também do seu técnico, para optar por Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho foi curto em sua resposta.

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"Ele (Marin) é gente boa. Por isso ele não me descartou, né?", opinou Muricy, bem ao seu estilo, ironizando a declaração do mandatário da entidade que rege o esporte no país.

Por fim, o comandante alvinegro fez questão de ressaltar a importância que o trabalho de Carlos Alberto Parreira, novo coordenador técnico da Seleção Brasileira, terá nesse período de transição, as vésperas da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, no ano seguinte.

"O Parreira eu achava que deveria ter ido antes. Ele ajudaria muito o Mano, daria um respaldo muito grande. Trabalhei com ele, fui seu auxiliar técnico no São Paulo (em 1996), e se trata de um profissional espetacular. É um cara centrado, experiente, que vai ser muito importante para o Felipão. A escolha dessa dupla foi um acerto, mas como eu disse, não concordei muito com a saída do Mano", encerrou.

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