Rosenberg nega crise e credita bom momento do Corinthians à paz política

Vice-presidente do clube desmente qualquer tensão com o presidente, Mário Gobbi, nos debates sobre os contratos do estádio

Gazeta |

Bruno Winckler
Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians

A reunião convocada pelo Conselho Deliberativo do Corinthians , na última segunda-feira, teve o presidente Mário Gobbi e o vice Luis Paulo Rosenberg satisfeitos com o desfecho do encontro entre a cúpula alvinegra. Aparentando tranquilidade, os mandatários trataram de negar qualquer tensão nos debates sobre os contratos do estádio e garantiram que todas as decisões foram aprovadas por unanimidade.

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Informações internas davam conta de que os dirigentes teriam se exaltado durante as conversas sobre os contratos de concessão da Arena Corinthians após a Copa do Mundo. A tensão girava em torno da desconfiança mantida pelo conselheiro Edgard Ortiz no acordo traçado pela diretoria com a empreiteira Odebrecht. Os problemas, porém, foram negados pelo próprio Rosenberg, que ainda elogiou o comportamento de Ortiz no encontro.

"Tudo que propusemos foi aprovador por unanimidade. O Conselho está feliz, o Edgard Ortiz é boa gente, muito bem intencionado, e ele se mostrou satisfeito depois que eu terminei a minha exposição", comentou o vice-presidente do Timão, em um evento organizado para anunciar uma parceria que viabilizará a construção de arquibancadas provisórias na Arena.

A paz interior exaltada por Rosenberg fez com que o dirigente afastasse qualquer polêmica envolvendo a cúpula do Timão. "O Corinthians está em um período que valoriza até se cagar esterco. É preciso entender que o clube vive em clima eleitoral e ser presidente do Corinthians é tão grandioso que muitas pessoas acalentam esse sonho", acrescentou.

O vice corintiano também aproveitou para comentar sobre o processo de reestruturação do clube a partir da gestão de Andrés Sanchez. Rosenberg procurou apontar a ausência de uma oposição enérgica e de ex-presidentes envolvidos na política alvinegra como um dos grandes fatores que estimularam o ressurgimento da equipe após a queda para a Série B do Brasileiro, em 2007.

"No mandato do Andrés, a gente saía de uma crise muito brava e o nosso grupo vencedor trabalhava com muita tranquilidade. Aqui a coisa é um pouco mais complicada. Eu quero fazer uma tese de mestrado sobre o índice de deterioração gerencial. A ideia é de que quanto mais ex-presidentes vivos, mais ferrado um clube está. O Andrés teve a sorte de não ter praticamente nenhum e agora cada um dos seus auxiliares se acha no direito de se sentir o sucessor", concluiu.

Rosenberg cita até o rival Palmeiras para exaltar paz interna no Corinthians
O posicionamento mantido pelo vice-presidente do Corinthians fez com que a presença de Mustafá Contursi, mandatário do rival Palmeiras entre 1993 a 2005, também virasse assunto. Segundo o dirigente, o caso alviverde é o principal exemplo de interferência externa na administração interna de um clube.

"Este é um caso explícito. É natural o que eu estou falando. A maior pulverização ao poder é a briga de antigos presidentes que querem chegar ao poder. É ruim para todos os clubes. O fato de o clube estar no bojo de um processo revolucionário com a queda do Dualib facilita a nossa vida. E não tenha dúvida que isso foi crucial para fazer tudo que fizemos até hoje", ponderou Rosenberg.

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