Fernandão chora e desabafa em sua coletiva de despedida do Inter

Demitido, ex-treinador evita citar nomes com os quais teve atritos no elenco, nega ter problemas com Bolívar e agradece aos dirigentes do clube

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Fernandão não conteve as lágrimas em sua entrevista coletiva de despedida do comando técnico do Internacional . Em um depoimento forte, o agora ex-treinador evitou citar nomes com os quais teve atritos no elenco, negou ter problemas com Bolívar, agradeceu aos dirigentes e chorou ao falar sobre um episódio do volante Ygor.

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"No jogo com o Atlético-MG eu estava sem zagueiro. O Ygor me disse para eu ficar tranquilo e se colocou à disposição na mesma hora para ser zagueiro naquele jogo. Eu já tinha pedido para um jogador fazer a função e ele se recusou. Foi uma demonstração muito grande que o Ygor me deu. E foi nosso melhor jogo no campeonato", lembrou Fernandão, interrompendo várias vezes a frase por conta do choro. O jogador que se recusar a atuar improvisado como zagueiro foi o volante Bolatti. Índio e Muriel também receberam elogios na coletiva.

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Fernandão chora ao se despedir do Inter

Outro momento forte da entrevista foi quando Fernandão falou da sua relação com os jogadores em sua primeira experiência como técnico de futebol. "Ontem, aprendi que no futebol não vale à pena dizer a verdade nunca. Fui amigo de quem não merecia ser meu amigo. Eu aprendi a separar profissionalismo de amizade. Não me arrependo de ter falado na zona de conforto, mas sim de como fiz depois, agindo como amigo quando não devia. Não vou mentir sobre o acontece no vestiário, vou apenas omitir", revelou o ex-técnico do Internacional.

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Os problemas de relacionamento de Fernandão com parte do elenco começaram após o empate em 2 a 2 com o Sport, em casa, quando o técnico afirmou que muitos jogadores estavam em uma "zona de conforto", por estarem acomodados dentro do clube. Após a derrota para o Atlético-GO, por 3 a 1, Fernandão chegou a colocar o cargo à disposição, mas a direção não aceitou demiti-lo.

O vice de futebol Luciano Davi negou com veemência que Fernandão tenha sido demitido por medo de o elenco promover um boicote a ele no Gre-Nal do dia 2 de dezembro, o que poderia ocasionar uma goleada gremista no último clássico da história do Olímpico. "O afastamento nada teve a ver com fatores extracampo. Os resultados de campo influenciaram e entendemos que precisamos começar o ano com um técnico novo", explicou o dirigente, um pouco antes da coletiva de Fernandão.

O Internacional confirmou que Osmar Loss treinará a equipe nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, contra Portuguesa e Grêmio. Em 2011, ele substituiu o demitido Paulo Roberto Falcão por dez jogos, obtendo três vitórias, cinco empates e duas derrotas.

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